sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dia 25/365

A CAMINHADA


Minha voluntária de hoje foi uma ex-parceira de trabalho, a designer Gisela Abad - que, carinhosamente trato por "Giséala", tentando imitar seu sotaque acariocado - uma figura muitíssimo animada, intelectual e de bom gosto. Nosso papo foi muito descontraído, ao redor dos jardins de Burle Marx na Praça de Casa Forte, Zona Norte do Recife. Ela me explicou que  o famoso artista plástico brasileiro (Roberto Burle Marx) foi um multitarefa, apesar de sua fama ser associada ao paisagismo: pintor, designer de jóias etc.
Falamos também sobre feiras de produtos orgânicos (que, segundo Giséala, nem sempre são o que parecem), educação infantil, eficácia ou não das escolas-cabeça, hiperatividade, déficit de atenção, Ritalina, Rita Lee e Cora-Coralina (mentira, mas eu queria que rimasse). Viagens por roteiros exóticos que ela fez e eu jamais farei, como templos de Indiana Jones no meio da selva (Beng Mealea, no Camboja - Deus me livre!), ares rarefeitos de Machu Picchu etc e tal.
Atividade física concluída com sucesso e bom-humor: 6,2 km em 1h12. Demorô, Giséala!



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Fiz mais uma visitinha estratégica ao meu estimado Tio Hipocondríaco, que ainda não tinha visto o vídeo da Rede Record sobre esta minha empreitada. Mostrei no iPad e ele duvidou que eu já tenha emagrecido 5 quilos, rindo da minha silhueta. Como só me pesarei no 30º dia (ou seja, daqui a cinco caminhadas), só saberemos na próxima quarta-feira. Mhuahahahaha (risada malígna). Eu e Tio Hippo comemos melão japonês orgânico, mamão orgânico e suco de laranja orgânica - que ele disse ter comprado numa autêntica feirinha de produtos sem agrotóxicos. Ãham! - e depois nosso "coroné" da Família Bullying Feliz continuou, sozinho, seu café-da-manhã, traçando generosa fatia de queijo de coalho orgânico. Saí depois de dez minutos e ele ainda estava mastigando. Ao meio-dia, Giséala cumpriu o protocolo me telefonando para dizer que "comer salada é massa". Então, atendendo a pedidos... Ei-la!





VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...



Meu pai tinha fama de fazer a melhor feijoada do mundo, entre os amigos. Lembro de um comentário venenoso da esposa de um deles, que chamou a feijoada de "sopa de pedra", porque tinha tantos produtos que não podia ficar ruim nem que meu pai quisesse isso. Bem, o fato é que presenciei por várias vezes meu pai preparando feijoadas para os amigos. Como diz um aprendiz de psicólogo amigo Eu: "os pais são 99% responsáveis por nossos problemas, então é só botar a culpa neles e ser feliz". Um belo dia, meu genitor arranjou uma namorada "vegan", e a partir daí sua especialidade passou a ser "A sopa de cebola" - que, adaptada pela receita de sucesso da famosa feijoada, tinha de tudo, e a gente quase não via a cebola. Essa sopa de cebola virou moda por muito tempo lá em casa, liquidificada (para que eu não visse as verduras) e degustada com azeite de oliva e uma fatia de pão de centeio. Taí, acho que vou  telefonar para o velho, pegar a receita e fazer pro jantar (mas só se for tudo orgânico, hein?! kkkkk). 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dia 24/365

A CAMINHADA

Tive até medo de informar ao meu voluntário da vez que ele seria o de número 24 nesta Dieta da Rede Social, porque meu camarada Thiago Bessa Benevides é um cabra macho (pai de 3 filhos) com tolerância baixa para brincadeiras. Só no finalzinho da caminhada, quando ele perguntou espontaneamente se já estávamos no 26º ou 27º dia de atividade física, que eu desandei a gargalhar incontrolavelmente, acordando os pombos da Rua do Imperador - e aí ficou óbvio que hoje era o dia 24. Ainda assim, ele me ameaçou de morte, caso eu tirasse alguma brincadeira (e não estou tirando, hein? apenas informando os fatos). 

Pois é, se você vem acompanhando este blog vai notar que nosso voluntário já apareceu de papagaio de pirata no dia da 17ª caminhada (com minha querida esposa). Na ocasião, ele jurou de pés juntos que seguira nossos passos - e hoje veio com a mesma história, sem mudar nenhuma vírgula, de onde só posso presumir que era a mais pura verdade. Desculpe, amigão. Pontualmente às 6h, lá estava Thiago, pronto para me fazer "caminhar mais do que a má notícia", conforme ele mesmo alardeou. Seguimos o mega roteiro histórico pela Rua da Aurora, Ponte do Limoeiro, Forte do Brum, Cais da Alfândega, Prefeitura, Praça do Arsenal, Rua da Guia, Rua do Bom Jesus, Marquês de Olinda, Rua da Moeda, Ponte Giratória, Paço Alfândega, Ponte Maurício de Nassau, Rua do Imperador, Dantas Barreto, Guararapes, Ponte Duarte Coelho, Rua da Aurora e Avenida Mário Melo. 

Atividade concluída com sucesso: 6,2 km em 1h10. Valeu Thiago, desculpa aê qualquer coisa! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Às 6h15, na Ponte do Limoeiro: cabelo molhado, cheirinho de sabonete.

Às 6h55, no píer do Paço Alfândega: vida real. kkkkk

COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Hoje estou destinado a regular a fauna e a flora intestinais, pois inocentemente comi meio mamão papaya com um potinho de iogurte sabor ameixa e duas colheres de granola. Só me dei conta do pleonasmo laxativo quando li o nome do iogurte, na última colherada: Actívia. Estou em contagem regressiva para o resultado, embora já tenham se passado duas horas e até agora nada. Graças a Deus. Epa... Peraí...


VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Todo(a) gordinho(a) já passou pela experiência de alguma dieta laxativa. Lembro do "efeito Xenical", no início dos anos 2000, que eliminava as gorduras excedentes (ou seja, todas) em idas freqüentes ao banheiro. Eu tenho uma teoria da conspiração de que os famosos shakes dietéticos que substituem refeições também têm sempre uma dose generosa de laxante, para dar a falsa impressão do emagrecimento imediato. Já fiz o teste e comprovei in loco. Ora, se a gente bota os bofes pra fora, é claro que vai perder peso. O problema é trocar uma vida social rica e fecunda para se mudar permanentemente para vaso sanitário. Quero isso não! Epa... Peraí...  


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dia 23/365

A CAMINHADA



O voluntário de hoje foi Adelmo Vasconcelos, celebridade local no Twitter, que só conheci presencialmente agora. Não lembro se ele é jornalista ou publicitário, mas tem cara de WebDesigner. E nem precisa de exercício físico, mas se doou  a esta Dieta da Rede Social por simples filantropia calórica. 


Eis que o mundo é pequeno e começa na Cidade do Recife, para que eu percebesse que Adelmo é marido de uma amiga minha, jornalista, nossa voluntária dos primeiros dias desta Dieta da Rede Social. E assim, caminhamos falando sobre tabacudices alheias (piadas e acontecimentos do mundo Geek), dominação conjugal, cachorra, ciúme, gravidez e filhos.

Atividade física concluída com sucesso, pois caminhamos 5 km na Beira-Rio, sem o cheiro de rato morto.



Atualizado às 13h45:
Saiu o link para a reportagem da Rede Record (Nacional), no Fala Brasil de hoje! Realmente eu sou muito bonito de rosto. Mhuahahahahahahaha!!!!! Acesse ao lado, no link fixo "ESTAMOS NA MÍDIA", abaixo do contador de acessos (vai me dizer que você pensava que era um contador calórico?).

COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Em time que está ganhando não se mexe. Ingerir bananas pré-caminhada, é de praxe. Mas hoje, no café da manhã propriamente dito, resolvi comer os restos de um ovo mexido do prato do meu filho, acompanhado por umas torradas de centeio. Pois é! Na hora do almoço, outra opção caseira da vida real: bife grelhado, arroz integral, saladinha crua, feijão moderado. E vamos em frente. Aguarde e confie.




VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...


A cultura do não-desperdício é o que engorda pais e mães que sabem dar valor ao seu suado dinheirinho. Não é raro "fazer a reciclagem", traçando os restos das bandejas dos filhos nas visitas em família ao Fast-Food (que não me pertencem mais, registre-se). O que começa como inteligência financeira (comer para não jogar dinheiro fora), acaba se tornando hábito no cotidiano - e quando percebemos, estamos repetindo o gesto também dentro de casa. Quando se tem três filhos então, a engordada (dos pais) é bem mais rápida. Agora, fecho os olhos para o desperdício, e tento racionalizar as refeições dos meninos, com dois pratos para três.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dia 22/365

EL PASEO


O título da caminhada de hoje está escrito em espanhol por causa da ilustre presença do gringo JuanPa, periodista; e sua esposa, minha querida amiga empresária da comunicação e ex-colega da turma de jornalismo, Naide Nóbrega. Andarilhos do Caminho de Santiago (onde se conheceram), sequer pestanejaram para fazer comigo o Caminho do Senti Algo. 

Casal de altíssimo astral, corre sério risco de figurar entre as mais prazerosas caminhadas deste projeto, pois gargalhamos bastante. Quando Naide pegou o ritmo, insistiu na 7ª volta, e depois na 8ª (que neguei!). Ah, tivemos o momento da fama, com entrevista para a Rede Record (que finalizava a série de gravações sobre a Dieta da Rede Social, que vai ao ar nesta quarta, num programa chamado "Fala Brasil", pela manhã). 

Atividade física concluída com sucesso! 7 km em 1h20 (contando a pausa para a entrevista). Obrigado, amigos!!!!!




COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Minha mulher, tão boazinha(!), deixou uma papinha de aveia diet pra mim, ontem à noite. Parecia o martelo de Thor, mas eu tenho certeza que foi feita com muito amor e pouca experiência. Amoleci um dente na primeira colherada, porém só não terminei porque faltava adoçante. Tenho certeza de que emagreci, por não conseguir comer a papinha diet. Minha voluntária da vez já me enviou link de saladas saborosas pelo Facebook, sugerindo o almoço de hoje. Gracias! 

Atualizado às 13h25:
E eis que, para minha surpresa, o dono da Cafeteria Maia - viciado em redes sociais - mapeou a minha interação com Naide sobre as saladas do seu estabelecimento e, pasmem, me trouxe uma salada especialíssima pessoalmente, na porta do meu trabalho, na hora que eu estava  saindo para o almoço. Fiquei pas-sa-do quando o homem se apresentou! Tentei até recusar, mas ele foi tão convincente em dizer que era o papel da rede social fazer com que as empresas e clientes estreitassem as relações, e que seria uma honra pra ele me fazer essa gentileza porque adorou a ideia da Dieta da Rede Social, que eu tive que calar e comer. A salada estava um espetáculo! Recomendo fortemente.
Ah, antes que eu me esqueça, deixo apenas uma observação preventiva aos meus críticos mais ferozes: jabazeiro é a mãe! mhuahahahahaha!

A salada, tracei sozinho, e a coca dei pro meu sogro

VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...


Um cineminha que vale por dois. Essa é a proposta de lazer audiovisual para casais com filhos que arriscam uma sessão infantil no circuito comercial. Nesse caso, vale por dois por conta do preço da pipoca e do guaraná. É o maior absurdo, tanto no valor quanto na porção cavalar de pipoca. O combo pequeno traz um contêiner que sacia até o adulto acompanhante. Isso é mais uma tentação do dia-a-dia, que procuro evitar. Filme, agora, só em casa - com meu bloquinho maciço de aveia pra lamber. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Dia 21/365

A CAMINHADA

Nosso herói desta segunda-feira ensolarada foi o administrador Glauco Ventura, contemporâneo da minha infância e adolescência, por residir na mesma vizinhança da minha querida Tia Dentista - onde eu passei centenas de finais de semanas, para brincar com meus três primos. Hoje mantemos o contato graças às redes sociais - em grupos fechados no Facebook e no WhatsApp, da galera do Sobrado da Torre (prédio que minha tia morou) e do Acácia (o de Glauco). Nós nem tínhamos tanto contato, pois minha amizade era com o irmão dele (o engenheiro que caminhou comigo no 6º dia), mas a troca diária de mensagens no "Sobrácia" (grupo que fundiu os dois prédios) fez de Glauco meu amigo. Agora, com a Dieta da Rede Social, o camarada deixou o conforto do lar antes das 6h para caminhar comigo no Parque da Jaqueira. Para nossa surpresa, uma equipe da TV Record estava nos esperando para fazer uma reportagem sobre esta invenção da dieta colaborativa. Atividade concluída com sucesso, percorrendo 5 km em 1h15. Valeu, Glauco! Valeu, TV Record! kkkkkkkkk




COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Tomei meu café-da-manhã na casa do meu estimado Tio Hipocondríaco, o chefe do nosso clã "Família Bullying Feliz". Empolgado com minha Dieta da Rede Social, ofereceu uma farta mesa de frutas (papaya, melão, pêra, bananas) e praticamente deu na minha cara quando meus olhos brilharam na direção de um prato de papa de aveia. O bullying veio forte, com a afirmação de que aquela papa continha "meio quilo de açúcar, seu gordo safado". E assim, com coragem e determinação, evitei a papa e enchi a pança de frutas. Hoje o almoço será no restaurante vegetariano de Hilda, um pequeno oásis no coração do bairro da Boa Vista. Aguardem e confiem. 


VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...


Todo gordo sabe cozinhar. Essa é uma habilidade indispensável para a nossa sobrevivência. Com a experiência adquirida esquentando a barriga e queimando a língua em frente ao fogão, somos capazes de inventar as mais estapafúrdias (porém, saborosas) gororobas. Quem nunca esquentou um almoço, à noite, e saiu incorporando "melhorias" ao arroz-com-feijão? pedaços de queijo, ovos, ervilhas. Eu lembro que inventei um risoto-gororoba que levava de tudo! kkkkkkkkkk. Pois é, juntemos esse dom à responsabilidade de prover a alimentação dos filhos e teremos um fator permanente de tentação diária. Ontem, por exemplo, tive que fazer três sanduíches de queijo e três copos de achocolatado para acalmar a fome das minhas  crianças.  Salivei preparando e fui dormir salivando. Mas superei. 

domingo, 25 de novembro de 2012

Dia 20/365

A CAMINHADA

A voluntária foi a empresária da comunicação Ana Cristina Lima, a Brava; que nas horas de extremo calor assume a identidade do seu alter ego, Hellen Quirino, a Brava Guerreira (sexóloga por indução). Hoje, gripada, deixou Hellen de cama e veio sozinha caminhar comigo no Parque da Jaqueira, Zona Norte do Recife. Conversamos sobre jornalismo, com o mote de Raul Seixas (o início, o fim e o meio), discutindo a má formação acadêmica atual, os desvirtuamentos dos coleguinhas para a vida criminosa e os meios de conseguir cair fora dessa profissão sem futuro. 

Por alguns momentos, minha acompanhante jogava uma moeda pra cima e, dando cara ou coroa, fazia um comentário como se Hellen estivesse conosco. Cismou com um coroa sorridente que corria no sentido contrário, tirando fino na gente (passando perto demais, traduzido do Pernambuquês). Ana podia jurar que ele era um psicopata; Hellen apostou na homossexualidade, dizendo que era de mim que o velho estava a fim. Ao final, 5 quilômetros percorridos e uma geladíssima água de coco. Atividade física concluída com sucesso.



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

 Se eu não gostasse de rotina, não estaria casado há treze anos. Por isso, pela manhã segui o esquema habitual de duas bananas e um potinho de iogurte, antes do exercício. No almoço, encarei uma alta gastronomia no clube V.I.P. que tem meu sogro como sócio: frango recheado com ricota, arroz de cenoura e purê de inhame (uêpa!). A saladinha levou falta, mas compensarei com frutas variadas no jantar.


VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...


O clube V.I.P. do meu sogro é palco para encontros familiares da minha cara-metade desde que me entendo por dominado, lá nos idos de 1996, comecinho do namoro. Eu, particularmente, tenho uma impressão aquém da imagem vendida pelo estabelecimento, afinal, sempre associei a palavra "country" a cavalos e bois. O problema é que os encontros familiares sempre são muito fartos e, para piorar, os pratos do clube são muito saborosos. Tenho encarado as saladas, nas visitas esporádicas, mas hoje - por sugestão da esposa - papei o frango (só por causa do inhame). Mhuahahahahaha.


sábado, 24 de novembro de 2012

Dia 19/365

A(S) CAMINHADA(S)


A maior consequência daquele erro de agendamento nem foi tanto a quase-lacuna que poderíamos ter tido na manhã de ontem, afinal, a voluntária-curinga não dorme - e estará sempre a postos para me salvar. O problema, naquela minha desorganização, foi acumular dois voluntários pra hoje, praticamente no mesmo bat-horário, mas em bat-locais completamente diferentes. Comecei o dia às 5h15, tuitando "Hoje eu vou dar duas, sem sair se cima (caminhadas/ da dieta)". E poderia ter continuado a brincadeira do trocadilho, pois uma foi com uma coroa e a outra com uma pós-ninfa. Mhuahahahahaha!

Às 6h, lá estava eu, no calçadão de piso intertravado da Praia de Boa Viagem, para encontrar Nilza Lisboa: cineasta, produtora e multimídia, mãe do meu saudoso Estágiário das Galáxias, Bernardo - que hoje é cidadão do mundo, poliglota, humanista e responsável pelo melhor exemplo de simplicidade e generosidade que eu poderia aprender: quem tem amigos, ja tem espaço garantido pelo menos no sofá.

Eu e Nilza caminhamos 5,78 km enquanto falávamos do menino-prodígio dela, que hoje encontra-se na Alemanha, em mais um de seus saltos de imersão pelas diversas culturas do mundo. Seu mestrado em lingüística versa sobre o uso do rap (ou hip-hop, não lembro) como ferramenta de aprendizado de um novo idioma. Grande figura! Ao final do exercício, eu e Nilza tomamos uma água de coco e depois desfrutamos da "ostra de pobre", aquela carnosidade molinha do coco verde.



De lá, corri para o campus da Universidade Federal de Pernambuco, onde a segunda voluntária me esperava. Mariana Gominho, jornalista recém-formada, aparentemente geek, totalmente desconhecida pra mim, e eu pra ela. Descobriu a Dieta da Rede Social no burburinho do Diario de Pernambuco e se dispôs a me ajudar por um dia. Nossa conversa se resumiu praticamente a uma apresentação mútua de quem somos e o que fazemos. Como ela segurou o nariz algumas vezes durante a caminhada, presumi que o meu hálito de fome fez do voluntariado uma caridade de sacrifício. Bem, pode ter sido o fedor do canal, mas eu prefiro assumir a culpa a ter que responsabilizar a belíssima localidade da pista de cooper da UFPE. E assim, consegui a marca de 2,4 km. Ou seja, no total, 8,2 km. Devo ter emagrecido 500 gramas, pelo menos. Meninas, muito obrigado!!!



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?


Saí correndo, literalmente, da segunda voluntária para os braços da minha filhinha, para levá-la ao seu primeiro compromisso social com as coleguinhas de classe (tirando os aniversários, claro): uma visita ao Centro Peixe-Boi, na Ilha de Itamaracá. Minha cara-metade marcou essa programação e me mandou sozinho com a pequena (iupiii!). Eu, que não conheço nenhuma mãe dos coleguinhas da menina pelo nome, fiquei fazendo minha cara de boneco de ventríloquo, sorrindo amarelo. Almoçamos todos juntos na ilha e eu encarei um peixe grelhado com arroz e pirão (péssimo e caro). Bebi muita água. À noite, inhamezinho com ovo cozido, só pra variar. 


VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Em homenagem à minha segunda voluntária de hoje, que me passou uma primeira impressão de menina antenada nas modernidades, quero comentar sobre as tentações gastronômicas nas redes sociais. Graças a alguns amigos gourmets, morta-fomes, jabazeiros ou tudo-ao-mesmo-tempo-agora, tenho verdadeiros espasmos de salivação várias vezes por dia, acompanhando portagens no Facebook, Twitter, Instagram e Foursquare. Pois é, basta saber o endereço para visualizar as delícias. Eu sei que tenho o livre arbítrio para blockar essas portagens ou pessoas, mas aprendi a conviver com as adversidades na base de muita salivação.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dia 18/365

 A CAMINHADA

Esse negócio de administrar blog-sucesso só dá certo para quem tem tempo livre ou um estagiário disponível. Acontece que a tal ferramenta "APPOINTMENT BOOK" de agendamento de caminhada, aí no lado direito, não é integrada com a agendinha onde posto as informações. Por isso, tenho sempre o trabalho manual de transcrever a confirmação do agendamento que recebo por e-mail. Então, não sei porque cargas d'água, a voluntária que eu pensei que era de hoje havia se inscrito para amanhã - e eu, distraidamente, a coloquei nesta sexta-feira. Quando fui confirmar com o agendamento eletrônico, percebi que havia transcrito errado (culpa minha), restando uma lacuna - a primeira e única, espero - no nosso concorrido calendário de voluntários. Detalhe: só percebi o desandar da carruagem às 22h30 de ontem! Fiz o que podia: um post de S.O.S no Facebook convocando algum amigo maluco que quisesse servir de voluntário-curinga nesta nublada manhã de Black Friday na capital pernambucana. Três gaiatos curtiram, mas não se habilitaram. Ora, como é que alguém pede, às 22h30, um voluntário para às 6h? O mais lógico seria marcar alguém para o período noturno (mas hoje é o dia semanal da cachaça, para a grande maioria, por isso acho que seria até mais difícil). Eis que surgiu uma única amiga, quase se desculpando a perguntar se eu aceitaria repetir voluntários. Essa foi a maior prova de consideração que uma criatura sem vínculo carnal poderia ter por mim - nem mesmo meu saudoso cãozinho Nêgo (que depois mudei o nome pra Bingo, quando ouvi falar nesse negócio de Ações Afirmativas) me fora tão leal. A jornalista Juliana Cavalcanti pediu o bis e me salvou do desastroso buraco que poderia acabar com a Dieta da Rede Social. Se vale como consolo, caprichei nas histórias da Família Bullying Feliz e ela riu bastante para compensar as pouquíssimas horas mal dormidas. Atividade física concluida com sucesso no Parque 13 de maio (5 km + a ida e volta pra casa, totalizando quase 6km). Obrigado, Juliana, você está na minha lista de "pessoas que valem a pena!". 

escureci o céu toscamente para destacar o arco-íris entre as palmeiras



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Atendendo a sugestão da minha voluntária-curinga, incluí um lanchinho da manhã na minha rotina. Bem, na verdade, hoje tomei apenas meio copo de café-com-leite (desnatado + adoçante). Mas lembrem-se que hoje é o dia do "homem dos bolos" na repartição, portanto, encaro meu cafezinho como a 'redução de danos', diante do que eu poderia ter comido. 
Aguarde e confie, sobre o cardápio do almoço e jantar. 



VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Desde que me entendo por dominado pela esposa, nosso programa de lazer é comer fora. Acho que é a sina de milhares de casais modernos, escravizados aos seus respectivos empregos nos dias úteis. Almoço romântico, jantar romântico, lanche romântico, visita romântica à padaria etc. Acabamo-nos por associar o amor à comida. Aliás, dizem que a paixão emagrece e o amor engorda. Só sei que desde que começamos a nos amar, engordei 50 kg. Agora fico só pensando naquele forró (Flor do Mamulengo/ Fagner) : "e ele neco de se apaixonar/ neco de se apaixonar/ neco de se apaixonar... e ele neco!" kkkkkkkkkkkkkkkk
Vou propor a substituição das refeições românticas por jejuns românticos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Dia 17/365

A CAMINHADA


Hoje a voluntária foi a minha parceira da looooonga caminhada, que já vem trilhando comigo exatos 6.179 dias de companheirismo (tomando como referência o primeiro beijo, de 22/12/95).  Alessandra, aquela que é jornalista, esposa, mãe, patrôa e filha todos os dias. Como esta é uma dieta organizada, foi preciso que minha cara-metade marcasse seu agendamento, como qualquer mortal. Conseguiu este encaixe para o 17º dia e aproveitou para antecipar o agendamento para o 48º, que será nosso aniversário de namoro. Teríamos um segurador de vela, nesta caminhada de hoje, o prezado Thiago Benevides - também jornalista e boa praça, mas extremamente impontual. Assim, esperamos o magro até às 6h18 e, por causa disso (dele), atrasamos o começo do nosso percurso "pelas ruas do meu Recife", como queria minha voluntária. Aqui nesta Dieta da Rede Social quem manda é o freguês - ou seja, o voluntário - para determinar o roteiro da caminhada. Seguimos do Monumento Tortura Nunca Mais, na Rua da Aurora, até a Praça do Arsenal, no Recife Antigo, passando pela Praça da República, Cais da Alfândega, Ruas da Guia, Moeda, Bom Jesus, Marco Zero e o escambau, costurando cada recanto do "Antigo" (gíria da moçada, segundo meu estagiário), com uma palhinha da Rua do Imperador, Siqueira Campos e Dantas Barreto, voltando pelo Teatro de Santa Isabel. A Globo apareceu novamente, atrasando nossa performance com entrevistas. E, bem no meio da sonora, eis que aparece um papagaio de pirata, de boné, sem um pingo de suor, pra dizer que havia se atrasado apenas 25 minutos. Quem? Thiago, aquele farrapeiro que mencionei ali em cima. Jurou de pés juntos que seguiu nosso rastro tal qual um cachorro, percorrendo o Recife Antigo à nossa procura. Tudo bem, vou perdoar a fuleiragem e esperar um agendamento oficial no blog. Voltamos juntos até a estátua do pau-de-arara e concluímos o exercício com a marca de 4,82 km em 1h35 (considerando as pausas para as gravações globais). Atividade física concluída com sucesso!!! e vamos em frente.

 Minha cara-metade com seu ídolo, Manuel Bandeira



Nosso amigo Thiago, com cabelo molhado e cheirinho de sabonete.




COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Banana e uva Itália, antes. Inhame com ovo, depois. Aguarde e confie. Mhuahahahahha.



VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI

Não bastassem os problemas de saúde, auto-estima e constrangimento público (tipo aquele, no dia que uma mulher queria descer do ônibus lotado e estava lá longe da porta de saída, passou atropelando todo mundo na pressa e ainda culpou "esse gorrrrrdo atrapalhando a passagem!!!"), que eu felizmente não tive - kkkkkkkkkkk - um dos karmas para qualquer ser humano com excesso de fofura é a hora de comprar roupas. Eu posso assegurar-lhes que sou refém da grife dos gordos, por falta de opção. Roupas extremamente caras (essa lógica eu até entendo, pela metragem do tecido) com estampas que o cristão tem que aceitar por resignação. "Eita, Mandrey, camisa do Náutico? Mas tu não era torcedor do Sport? hahahahahhaa". Já escutei isso muitas vezes quando envergo a minha camisa vermelha com letras brancas. Fora isso, a sacola da loja dos gordos é outra ofensa com que temos que conviver, a cada ida ao shopping. Imaginem uma grife chamada KING SIZE'S, estampada em letras garrafais...  Aí, ou você deixa para comprar as roupas no finalzinho da visita ao centro de compras, ou fica desfilando com o outdoor nas mãos, fazendo propaganda da loja e da gordura. Fica a dica!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Dia 16/365

A CAMINHADA

Hoje tive a grata surpresa de ser acompanhado pela minha querida esposa, embora eu nutra fortes suspeitas de que ela queria mesmo era botar o papo em dia com a voluntária da vez, Roberta Rego: jornalista e nossa ex-colega de turma. Andamos 5 km descontraidamente, no Parque da Jaqueira, até a chegada de uma equipe da TV Globo (com microfone do SporTV), para nos entrevistar - pois é, enquanto eu ainda valho por dois, tenho licença poética para me tratar no plural. E assim, o sexto quilômetro fiz sozinho com a voluntária do dia, sob os holofotes da fama, já que minha cara-metade sequer cogitou a possibilidade de sair na TV. Depois do assédio da imprensa, tomamos nossa água de coco sossegados. Atividade física concluída com sucesso! obrigado, Beta! você, pra mim, vale mais que um tri-colgate. Um gupi bem lindo. Bjs, me tuíta!





COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Dizem que fazer dieta encarece a feira - já que as opções diet, light e soft obedecem a uma lei de mercado inversa de "pagar mais por menos". Claro que deve haver um componente psicológico nessa lógica absurda, pois a indústria da obesidade é muito perspicaz e quer fazer com que o gordo emagreça porque está pagando caro por isso. Mas, no meu caso, esta Dieta da Rede Social se ajusta perfeitamente à vida de um(a) gordinho(a) pobre. Não precisa pagar academia, não precisa comprar kit gastronômicos de Spa em Casa (ouvi dizer que custa R$ 800 uma dieta semanal nesse esquema. Pode, Arnaldo?). E, cá pra nós, nem juntar 365 amigos é necessário. No meu caso, tenho muitos e preciso de todos. Mas, para os gordinhos introvertidos, com poucas amizades, basta convencer sete voluntários e contar com cada um deles apenas em um dia da semana. Todo esse nariz de cera introdutório foi para justificar que duas bananas me bastam, no jejum matinal. Como duas bananas e sigo para a caminhada. Depois, posso comer uma maçã, uma papa de aveia com adoçante, o meu velho amigo inhame etc. Esta é a dieta possível com o que temos em casa. É só não cair em tentação e fugir das massas e laticínios. No almoço de hoje: salmão ao pesto de manjericão, surubim grelhado, arroz integral, salada de frutas com iogurte e um pirãozinho de peixe para arrematar. Se engordei por causa do pirão, foi na melhor das intenções. 


VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI

Para quem ainda não percebeu, eu sou jornalista. Trabalho numa Assessoria de Comunicação fazendo a ponte "empresa -> mídia". Oficialmente nossa sigla é Ascom, mas oficiosamente chamamo-na de Ascome (Assessoria de Comemuitopão). Para vocês terem uma ideia do que é trabalhar nessa pressão, possuímos uma geladeira enorme dentro da assessoria. Diariamente um colega leva um saco de pães franceses já assados com manteiga, para distribuir na sala. É o café-da-manhã padrão. Não raro, temos a hora do queijinho de coalho com bolacha cream cracker, lá pelas 9h30. Em cima de uma mesinha, o bule do café e um pote com leite em pó, disponíveis a qualquer hora. E, como se não bastasse, temos acesso a uma infinidade de snacks partilhados pelos estagiários. Ah, quase esqueci das duas visitas semanais do "cara do pão integral" e do "homem dos bolos". O primeiro vem na terça, oferecendo um pão especial belga que parece ser light mas leva mel e um bocado de grãos. Na dúvida, passo a vez. Já o camarada do bolo é um motorista que faz esse "por fora" às sextas-feiras, com opções que vão desde o tradicional bolo de rolo, ao superamanteigado De Macaxeira. É tortura ou não é? Mas, a vida é feita de escolhas. Escolhi colocar meu monitor obstruindo minha visão da mesinha do café (onde socializam as comidas) e uso fones para não escutar os baconzitos alheios sendo mastigados. O ideal mesmo era que eu não sentisse cheiro.

detalhe da geladeira e da mesinha ao fundo: tentação permanente

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dia 15/365

A CAMINHADA


Fechando a primeira quinzena de caminhadas diárias em alto estilo, quem me acompanhou hoje foi a amiga jornalista Ana Aragão, empresária de comunicação com rima e renda compatíveis. Poderosa, inteligente e visionária, é uma daquelas "pessoas que valem a pena" - como diria uma amiga evangélica da minha mulher. Foram 5 km de muitos assuntos ligados ao nosso meio. Ora meio venenosos, ora meio críticos e meio divertidos. 

Tagarelamos sem parar por 1 hora, tomamos a água de coco (por conta da voluntária, depois de muita insistência minha) e nos despedimos alegremente para mais um dia de trabalho, cada um no seu quadrado - ela, no caso, ocupando um espaço no topo da cadeia alimentar. Mas... esquecemos completamente de fazer a foto! Como bem disse a blogueira profissional que me acompanhou no 13º dia: "a foto é mais importante do que a caminhada". Ou seja, há quem acredite que sem foto, não houve exercício. 

Combinamos que eu faria uma foto minha, sozinho, quando chegasse em casa - para não deixar de registrar "o visual de malhador". Então, resolvi também mostrar o tuíte que ela mandou, avisando aos seus milhares de seguidores a proeza da #dietadaredesocial. Atividade física concluída com sucesso! obrigado, Ana! Beijo, me tuíta!!!


nota mercenária: vendo a vista por R$ 490 mil à vista


ATUALIZADO EM 01/06/2013, JÁ QUE ELA ME ACOMPANHOU NA CAMINHADA DO MARIDO, APROVEITAMOS PARA FAZER A FOTO QUE DEIXAMOS DE FAZER ANTES.




COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Duas bananas, 20 minutos antes de caminhar; um côco, pós-exercício; e duas rodelas de inhame com uma ponta de faca de manteiga (okay, me julguem, seus macrobióticos radicais!) no café-da-manhã, depois do exercício. Pelo menos bebi muita água pela manhã. 

À tarde, por uma série de contratempos, acabei no mesmo sanduba natural de ricota (UÊPA, lactose!!!) com rúcula fresca. Altamente influenciado pelos meus leitores, abri mão do suco de laranja e dessa vez fui de graviola (se errei, foi por ignorância). Foi bom porque me deixou completamente saciado. No jantar, eu ia entrar somente nas frutas, mas fiquei com pena quando vi que a empregada guardara três rodelas restantes do inhame que tracei de manhã. Aí, para não desperdiçar, acrescentei um ovo poché e... "nhac" (onomatopéia da mordida). Fechei a refeição comendo abacaxi. Ah, fiquei muito feliz com o comentário do defensor da manteiga, que me absolveu da culpa cristã. Amém!



VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI

Se você ficou chocado(a), achando que a minha dieta estava desandando por causa da "ponta de faca de manteiga" no café-da-manhã, precisa conhecer minha história triste de vício lácteo. Nascido e criado sob a influência interiorana d'Os Insaciáveis, tornei-me uma criança robusta e acostumada com os derivados do leite. Queijos e manteiga eram a base da minha pirâmide alimentar. Doce de leite, leite condensado e brigadeiro, as minhas sobremesas. Um belo dia, uma médica ortomolecular me disse: "Marcus, a absorção de gordura animal é imediata". Nunca mais voltei na Drª, revoltado com a verdadeira verdade. Mas, ao encampar a Dieta da Rede Social, percebi que meu maior obstáculo seria esse: tirar o meu queijo. Metaforicamente, deixar de ser criança, largar a mamadeira, transcender o requeijão. E assim, só não cortei radicalmente os laticínios porque vez por outra encaro um potinho de iogurte e somente hoje sucumbi a uma ponta de faca de manteiga (senão eu ficava looooooouco!). Juro que da próxima tentarei uma experiência com azeite de oliva, ou volto ao ovo poché para umedecer o inhame. A seguir tópico do próximo capítulo: Assessoria de Comomuitopão (Ascome), onde trabalho.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dia 14/365

A CAMINHADA


O voluntário do dia foi o jornalista esportivo e estudante de Direito Marcel Tito, patrocinado pela Nike. Com uma agenda apertadíssima, nosso herói exigiu que eu estivesse na porta de sua casa pontualmente às 5h20. Considerando a distância de 9 km para a minha morada, por mais que me esforçasse, cheguei 20 minutos atrasado. Caminhamos pela Estrada do Encanamento, largo do Parnamirim e Estrada do Arraial - conversando basicamente sobre esportes, náuticos e santas. Kkkkkkkkkkkkkkk.

Por meu atraso, interrompemos a caminhada aos 40 minutos, percorrendo apenas 4,2 km. Como desci 17 andares de escada, no aquecimento, eu e minhas pernas temos certeza de que  a meta diária foi cumprida. Atividade física concluída com sucesso, pelas ruas de Nova Casa Amarela, Casa Forte e Parnamirim.





COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

A logística de hoje me forçou a usar a residência do meu Tio Hipocondríaco como ponto de apoio para tomar banho, antes de seguir para o trabalho. Adepto do bullying educativo, meu querido tio foi logo oferecendo um prato de cuscuz, para testar minha força de vontade. Felizmente era apenas uma piada infame, pois sua mesa estava riquíssima em comidas boas (frutas e iogurte). Entrei no melão japonês, chupei uma laranja mimo e tracei um copinho da bebida láctea.  E assim, sigo firme e forte até a próxima refeição, não sem antes escutar um "você tem que chegar pelo menos no 20º dia antes de desistir, seu gordo safado".

Almoçar em casa ficou fora de cogitação hoje, por isso apelei para um sanduíche natural de ricota fresca com rúcula, no Engenho Casa Forte, acompanhado de um suco de laranja. À noite, optei por uma saudável sopa de peixe - e novamente apelei para o suco de laranja. Antes de dormir, uma fruta (maçã ou uvas sem sementes).




VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI

Hoje contarei a vocês um pouco sobre a minha querida Família Bullying Feliz, também conhecida pela alcunha de "Os Insaciáveis" (apelido acertadamente nominado pela cozinheira da casa de praia do meu Tio Hipocondríaco, o chefe do clã). De origem interiorana, esse grupo de indivíduos composto pelos descendentes dos meus avós paternos tem como característica principal "aquela fome que não passa". Portanto, era de se esperar que alguém desenvolvesse a obesidade, pelos maus exemplos. Lamentavelmente, na escala evolutiva, fui o único a me transformar num XXX-Man. Quando estamos juntos, geralmente no recesso de ano-novo, o esporte mais praticado por todos é a mastigação contínua - numa sequência ininterrupta de tira-gostos sem fim. Lembro da minha primeira e única dieta bem sucedida, quando Tio Hipocondríaco praticava o bullying educativo com muito mais força, porque eu era um mero adolescente, trazendo um pão quentinho da padaria para esfregar no meu nariz. Até hoje ele comenta às gargalhadas que eu tomei "um porre" de pão, mas não cedi. Pois é, a vida é dura. Meu conselho para você, leitor(a) que quer fazer dieta mas tem uma família igual, é simplesmente abstrair. Leve na esportiva, não caia nas teias da tentação. No meu caso, como é impossível evitar o contato (porque todos os tios e primos juntos são uma experiência divertidíssima de convivência), apelarei para o lado saudável da despensa - sempre rica em tudo 'que presta' e também que 'não presta', afinal, eles não são "Os Insaciáveis" à toa. Meu exercício de perseverança será fechar os olhos, mentalizar "sim, eu posso" e instigar alguns deles para caminhar comigo. 


domingo, 18 de novembro de 2012

Dia 13/365

A partir de hoje, atendendo a pedidos de milhares de leitores, cada postagem diária terá, obrigatoriamente, três seções: "A Caminhada", com o relato sobre a participação do(a) voluntário(a), nos mesmos moldes dos 12 dias anteriores; "Como Anda a Alimentação", abrangendo as três refeições, as escolhas diárias para me adaptar à vida saudável e também a participação dos voluntários com telefonemas ou mensagens de incentivo; e "Você Não Sabe o Que Eu Caminhei Para Chegar Até Aqui", com minhas impressões pessoais sobre os obstáculos superados e vitórias alcançadas. Ok, eu gosto de Cidade Negra, e daí? Kkkkkkkkkk.
A consequência natural de incluir os relatos sobre a alimentação diária requer que este blog seja atualizado mais de uma vez por dia, portanto, a versão final do post diário só estará disponível à noite. Espero que vocês gostem das mudanças e comecem a interagir deixando comentários.

A CAMINHADA

A voluntária deste 13º dia de Dieta da Rede Social foi a jornalista, publicitária e blogueira de moda e comportamento Téta Barbosa, do http://www.batidasalvetodos.com.br. Sorte minha! Marcamos nossa atividade física para às 4:20 da tarde, no Parque da Jaqueira. Levei a família para se divertir nos parquinhos enquanto eu e Téta desfilávamos na passarela da saúde. Falamos sobre sua experiência em morar num condomínio afastado - cheia de prós, a começar pelo lazer para as crianças - e também sobre amenidades, gastronomia, cobalto60 e veneno do rato. Enfim, rimos e caminhamos durante 7 km. Ao final, a água de coco geladinha não poderia faltar. A foto ficou péssima porque já estou me perdendo dentro das roupas de gordo (brincadeira). Atividade física concluída com sucesso! Até a próxima, Téta!





COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Por enquanto, esta Dieta da Rede Social tem se limitado às caminhadas diárias (que já são muuuuuuita coisa para quem saiu do sedentarismo supremo) e às ligações ou mensagens de incentivo (ainda aquém do que eu esperava). Na hora das refeições, vale a regra do "isso é bom pra minha dieta?", ou seja, o mero bom senso. Pela manhã encarei uma tigela de açaí com uma maçã pequena. No lanche, uvas roxas. No almoço minha mulher me surpreendeu: preparou uma mega salada com muitas folhas, tomates-cereja, kani e camarão cozido na água e sal. Delícia! Fiquei tão saciado que nem lanchei. Agora à noite, um inhamezinho com ovo poché (receita do meu Personal Chef, Eduardo Sena). 

VOCÊ NÃO SABE O QUE EU CAMINHEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI

Fazer dieta, para qualquer obeso, é - mal comparando com outros vícios - como combater o alcoolismo, as drogas ou a cleptomania. Posso afirmar que é até pior para nós, pois paira no imaginário social a falácia de que é meramente por preguiça ou gula que atingimos a nossa forma esférica. "Gordo preguiçoso" é o estereótipo padrão. Costumo dizer que um dia teremos direito ao respeito conquistado pelas mulheres, negros e homossexuais. Até lá, é matar um leão diet por dia e depois fatalmente engolir um amargo elogio comparativo a exemplo de "como você está lindo agora, diferente daquela imagem deformada de outrora", como escutei de uma parente quando consegui emagrecer aos 16 anos. Fiquei tão magoado com aquele elogio que mostrava como as pessoas queridas realmente me viam, que quebrei a dieta e abri mão do sacrifício de mantê-la. Hoje, se faço novamente essa escolha é por precisar de expectativa de vida para estar presente na vida dos meus três filhos. A maturidade me ajudará a engolir o orgulho do meu "Eu, gordo" quando escutar elogios daquele tipo ao atingir minha meta do "Eu, saudável".
Nos próximos posts explicarei como a influência da família pode ser um bom apoio ou o maior obstáculo para qualquer dieta. A seguir, tópico do próximo capítulo: Os Insaciáveis.


sábado, 17 de novembro de 2012

Dia 12/365

Minha voluntária de hoje foi a jornalista e arqueóloga de origem irlandesa Mônica Johnston, que me fez sair do quadrado para bater perna pelas bucólicas ruelas dos bairros de Nova Casa Amarela, Casa Forte e Poço da Panela. Nos encontramos pontualmente às 7h e seguimos meio desordenados para o Sítio da Trindade. Lá, Mônica explicou fatos históricos do lugar, com pitadas de ficção cientifica dignas do Código Da Vinci, como a existência de um túnel construído na época da invasão holandesa para ligar o Sítio da Trindade ao bairro do Torreão.

De lá, seguimos para o Poço da Panela, Parque de Santana e descobrimos uma ponte que liga o bairro da Torre ao Poço. Nosso registro fotográfico foi feito no Parque do Oitão do Hiper, tendo como moldura um belo jardim de papoulas variadas. Depois, voltamos pela 17 de agosto, onde Mônica me forçou a beber uma água de coco geladinha.

Atividade física concluída com sucesso em 1h49 (7km). Valeu demais, Mônica!!!


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dia 11/365

Para pagar minha língua, fui o pivô de um atraso básico de 10 minutos para com minhas prezadíssimas voluntárias deste 11º dia de vida saudável: Larissa Brainer, jornalista, blogueira e praticante de yoga; e Paula Costa, jornalista, estudante de direito e adepta da vida boêmia diurna - com direito a muita cerveja e tira-gosto, longe de mim, claro.

Por causa do meu atraso, as duas rapidamente se tornaram amigas - unidas pelo ódio do "bolo" presumido deste blogueiro que vos escreve. Mal sabiam elas que "bolo" não consta no meu dicionário, tampouco no cardápio.

E assim, caminhamos animadamente até perder as contas do número de voltas, distância percorrida e tempo de exercício. Somente graças ao app indicado pelo primeiro voluntário foi que tivemos noção de tudo isso.

Neste 11º dia percebi que já estabeleci uma certa sistemática de assuntos a serem conversados durante a caminhada. No primeiro quilômetro, matamos as saudades e nos localizamos no tempo e no espaço (estás onde? Como vai fulano? E foi? Então desculpa a minha gafe!). Na segunda volta, piadas e riso frouxo, por consequência da dopamina/seretonina. Na terceira, o papo é sempre comida (confusão mental, certamente), e nas voltas seguintes babados, venenos e estimativas sobre um futuro melhor para a humanidade.

Mais uma vez, foi ótimo! Atividade física concluída com sucesso, em 6 km de altas risadas no Parque 13 de maio.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dia 10/365

Sorte minha que eu tinha dois voluntários com choque de agendamento no mesmo dia, pois aquela que parecia mais empolgada farrapou (esqueceu/ precisava de confirmação prévia por email - invertendo o papel de voluntária). E assim, como quem não tem felina caça com cão, tive que me contentar com a companhia, lealdade e o faro noticioso do meu estimado João Victor Rocha Rochedo: ex-jornalista, atual bancário e futuro advogado - que as más línguas insistem em chamar de Peçonha.

Afoito à vaidade na hora de malhar, nosso intrépido herói mais parecia um Capitão Presença Mendigo, exceto pela falta da patente. Mas como o que importa para mim é sempre a presença, lá estava Peçonha, para ser o amigo da vez nesta Dieta da Rede Social.

Eis que, de uma moita do Parque da Jaqueira, saltou um intrépido repórter de nome impronunciável. De câmera em punho, anunciou que faria uma matéria para a seção EU, ATLETA do site globoesporte.com. Pois é, mais uma mídia espontânea para dar um empurrãozinho na dieta. E assim, os 6 quilômetros estenderam-se por quase 1h40, graças às inúmeras fotos produzidas que fizemos na manhã de hoje.

Foram tantos os registros, que esqueci de fazer o meu. Quando a matéria sair, publico o link e pego uma foto emprestada.

Atividade física concluída com sucesso! Valeu, Peçonha e Mitzoplix!


:: Atualizado em 16 de novembro de 2012:  Galera, a matéria do Globoesporte.com vai demorar um pouquinho, porque depende da aprovação na grade nacional (pois é, o negócio vai além do nosso jardim). Mas eu consegui antecipar as fotos. Confiram a performance:



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dia 9/365

Mais uma índia deixou o conforto de sua oca para suar comigo na Dieta da Rede Social: Isabelle Câmara, jornalista e ex-colega de turma. Atrasou sete minutinhos, mas como eu já estava na "vibe", dei uma volta sozinho já com os olhos cheios de lágrimas por pensar que este projeto viria a desmoronar. Mas a voluntária da vez não somente apareceu como "apareceu": bonita, disposta e bem condicionada (disse-me que corre diariamente, uia!), por isso impôs um ritmo intenso e me ajudou bastante na queima de 800 calorias (segundo um programinha do meu celular). 

Porém, pelo adiantado da hora, ficamos somente nos 5 km - pois o trânsito já começava a engrossar, dificultando minha volta pra casa. A compensação do quilômetro faltante foi feita numa escalada de 17 andares, até a minha morada. Sobrevivi!

Atividade física concluída com sucesso: 5 km na Beira-Rio e o equivalente a 1 km na escadaria do Tibet. 


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dia 8/365

Demorou, mas entrou areia nesta Dieta da Rede Social. No caso, Raquel Areia Guarani-Kaiowá, jornalista, simpaticíssima e vegan (vegetariana da elite, ou seja, por opção) - porém, anêmica. Tirações de onda à parte (pela inclusão do Guarani-Kaiowá), Raquel Areia realmente tem sangue indígena nas veias, por isso fizemos aquela miscigenação numa caminhada massa pela Beira-Rio, no bairro da Torre.

Papos de jornal, dieta e alimentação (claro!) descontraíram nossa caminhada. Durante o trajeto, vez por outra fomos pegos de surpresa por um aroma de rato morto, apesar de estar num ponto específico da pista de cooper e nos dar tempo para prender a respiração por alguns segundos.

E assim, mais um dia de malhação concluída com sucesso! 6km de pura miscigenação! E que venham também os negros e asiáticos. Por favor me ajudem!



OBS: Hoje tivemos a participação especialíssima de uma ghost-walker (que tirou a foto acima) que, por medo do ciúme, não quis aparecer. Mhuahahahahahahahahaha!!!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Dia 7/365

E, no sétimo dia, Deus descansou. Como eu não sou sequer um santo, segundo minha cara-metade, por que teria esse privilégio? então, dando continuidade a este projeto de readequação física, caminhei com o meu voluntário da vez - o jornalista Jota Nogueira - por quem tenho muita consideração. 

Jota é um homenzarrão de quase 1,95m por isso tem passadas bem mais largas que as minhas, razão pela qual o meu ritmo de caminhada foi um pouco mais puxado do que o normal (ótimo!). Voltei às origens, malhando no aprazível Parque 13 de Maio - espaço que eu não frequentava há uns dois anos. O tempo estava bom, as conversas fluíram animadamente e o simpático piauiense radicado em Pernambuco me deu algumas dicas saudáveis, sugerindo o pilates como uma alternativa para ganhar massa muscular sem comprometer as articulações. 

Atividade física concluída com sucesso! 6 km e muitas risadas. E vamos em frente!


domingo, 11 de novembro de 2012

Dia 6/365

Hoje eu tive a imensa satisfação de encontrar três amigos do passado, em três momentos diferentes, graças à Dieta da Rede Social. O primeiro foi Ennio, jornalista e ex-chefe da época que eu era repórter de Economia do Jornal do Commercio (de 2000 a 2004), que cruzou meu caminho na entrada do Parque da Jaqueira e disse que ia esperar até que eu chegue ao final deste projeto, para correr com ele no 366º dia.

A voluntária da vez foi a jornalista e professora de Inglês, Angélica, que conjugou comigo o verbo To Be durante 50 minutos, em 5 km de caminhada. Quando íamos dar a sexta volta, eis que aparece um voluntário-curinga, saindo das sombras da Jaqueira: Flávio Ventura, engenheiro (mas com potencial para ser detetive de animais ou veterinário, como o Dr. Dolittle) que conheço desde a adolescência - sob a alcunha de Denzel. Acompanhado por sua cara-metade, Manu, Flávio espantou a voluntária da vez, caminhou somente 1 km e assumiu o ônus pelo abacaxi geladinho, ao final do exercício.

Caminhada concluída com sucesso, em excelentes companhias!

OBS: Angélica enfiou um dinheiro no meu bolso e fugiu, gritando que era pela água de coco. Bitch! Seu troco está guardado.



sábado, 10 de novembro de 2012

Dia 5/365

Hoje eu experimentei um Bullying Construtivo - se é que posso chamar assim - praticado pelo voluntário da vez, o advogado Ivan. Esse camarada começou a me telefonar meia hora antes do horário marcado e, na terceira tentativa frustrada (meu celular estava descarregado), deixou uma mensagem super simpática no correio de voz: "gordo safado, se você não aparecer no parque para caminhar comigo, você está ferrado!!!"

Atrasei 10 minutos, por causa de um compromisso de ultima hora envolvendo o futuro cristão do meu  primogênito (ok, o Estado é laico, mas investimos na 1ª Comunhão). Quando cheguei no parque, entendi de imediato porque meu ex-colega do curso de Direito estava tão nervoso: ele levou o pai, a mãe e o irmãozinho recém-nascido para sair na foto. Certamente a família vaidosa viu o sucesso da Dieta da Rede Social na mídia e quis fazer parte disto aqui.


Caminhei 6 km sem sentir o tempo passar, em conversas agradáveis com Ivan Pai e Ivan Féla. Atividade física concluída com sucesso no Parque da Jaqueira.

OBS: Dr. Ivan Pai custeou minha água de coco por livre e espontânea pressão.

OBS2: O voluntário de hoje me telefonou inúmeras vezes para perguntar o que eu ia comer na hora do almoço. Esse sim fez Direito.

OBS3: À tarde, precisei fazer uma revisão no carro e acabei caminhando outros 6km para buscar meu filho na escola.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Dia 4/365



Hoje tem marmelada? tem não, senhor! 

Se você, leitor(a) atento(a) deste recém-criado blog, percebeu que os personagens da foto deste quarto dia de sacrifício atividade física são os mesmos do dia 2, afaste de sua mente confusa a suspeita de marmelada no esquema da Dieta da Rede Social. Acontece que o agendamento fora feito para Dario, no Dia 2; e para Maria Helena, nesta chuvosa 4ª manhã. 

Que culpa tenho eu se eles são siameses e estão sempre emparelhados? Ah, a jornalista advogada Scheila também tem seu dia agendado, por isso não estranhem se esse déjà vu se repetir na próxima semana.

Hoje a caminhada também foi debaixo d'água, e aconteceu na Beira-Rio, no bairro da Torre, onde percorremos 6 km! Uhúul!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dia 3/365


Todo trabalho voluntário exige sacrifícios, seja pela dedicação de tempo e disponibilidade para ajudar o próximo, seja pela superação de adversidades que porventura surjam no caminho. 

Eis que no terceiro dia, choveu. Justamente quando eu estava embalando na vida saudável, disposto, confiante e praticamente sem dores... Mas, milagrosamente, a voluntária estava lá!!!!!

Juliana, a jornalista com mestrado em dietas, me deu tantas dicas de alimentação saudável que merecia receber uma diária de Nutricionista. Opinou, inclusive, numa receita anti-assaduras porque percebeu meu "andar de duelo no Velho Oeste", ou seja, merecia também uma diária de Dermatologista. E, por fim, me incentivou muito a não desistir, sendo merecedora de uma remuneração de psicóloga. Amiga, sua participação supera o meu limite do MasterCard, por isso espero que você não pegue uma gripe. 

Terceiro dia concluído com sucesso, em clima de romance (debaixo do guarda-chuva), com cinco voltas no Parque da Jaqueira (5km).



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dia 2/365

Enquanto no primeiro dia de novos hábitos a pilha está sempre carregada, é justamente no Day After que o bicho pega, graças às dores do sacrifício da véspera pelo brusco desapego do sedentarismo. 


E assim, para fazer valer a vontade de caminhar, recorri não somente a um, mas três voluntários: Dario, Maria Helena e Scheila, jornalistas e praticantes regulares da vida saudável. Esse trio me fez suar em cinco voltas no Parque da Jaqueira, totalizando 5 km. 

Segundo dia concluído com sucesso! E vamos em frente.




OBS: Este é um projeto sem fins lucrativos, mas percebi que inconscientemente tenho aplicado o Golpe da Água de Coco nos meus voluntários, ao final do exercício. Isso porque não costumo carregar valores (apenas os morais) e sempre sou pego de surpresa com a hidratação pós-caminhada, uma necessidade de 99% dos atletas do Parque da Jaqueira, que eu desconhecia por ser sedentário. Peço desculpas públicas pela exploração dos que já pagaram e garanto aos próximos voluntários que não é preciso gastar nada comigo. O que tem acontecido é que sempre nego quando me oferecem a água de coco. Mas se insistem, aceito. Fica a dica: não insista.



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Dia 1/365

Todo gordo está cansado de saber que o primeiro dia de dieta e novos hábitos é sempre o mais proveitoso, do ponto de vista da instigação e da vontade de vencer. Para completar, não poderia haver melhor companhia para ser o Primeiro Voluntário neste projeto, do que meu semelhante "Eduardo". 

Se fosse gado, Eduardo seria um Nelore de grande valor: Jornalista premiado, robusto, altivo - mas sem perder a ternura jamais. Quando soube deste projeto, topou ser o primeiro voluntário só para me ajudar a ser saudável. Chegou um pouquinho atrasado, é verdade, mas caminhamos durante 50 minutos embalados pela boa conversa, que versou sobre o bloco carnavalesco "Mucha Lucha", jornalismo e comida (light), como vocês podem deduzir pelas imagens captadas por sua câmera espiã:  





Obrigado, Eduardo, pela sua colaboração! Atividade física concluída com sucesso, no Parque da Jaqueira (Zona Norte do Recife). Agora só faltam 364 dias.