sábado, 5 de janeiro de 2013

Dia 61/365

A CAMINHADA


Giba Carvalheira, jornalista e escritor, me concedeu a honra da sua ilustre presença aqui neste projeto, para me emprestar um pouco de terapia motivacional. Guerreiro incansável, somente aos 31 anos descobriu que os vários tiques-nervosos motores e vocais que o acompanharam durante toda a vida eram mais do que involuntários, pois estavam ligados à Síndrome de Tourette - transtorno clinicamente comprovado, porém com alta carga de preconceito social. Giba sofreu Bullying a vida inteira por causa dos tiques mas não deixou de cumprir suas metas: formou-se em jornalismo, fez pós-graduação, escreveu cinco livros, enfim, trouxe mais resultados do que a maioria das pessoas sem tiques. Fora o fato de ser um excelente musico e também um poeta visceral. Com a doença sob controle há uma década, ele já não tem mais tiques, mas nem por isso se acomodou. Com sua experiência de vida escreveu a obra biográfica "A Maldição de Tourette" e passou a ajudar portadores da doença pelo Brasil inteiro, via internet ou telefone. Conversamos sobre a síndrome e o enorme preconceito que a cerca. Giba me explicou que os portadores de Tourette não têm nenhum problema mental - aliás, muitos deles são  mais inteligentes do que a maioria da população, mas se reprimem  por causa da vergonha de se expressar em público. Giba participa de chats e vídeos-conferências com mães aflitas e pacientes, e chegou a dar uma palestra motivacional para um grupo de 50 pessoas em Porto Alegre. Hoje, acordou cedíssimo, preocupado com a situação de uma criança de Mauá, que fora recusada numa escola particular por causa dos tiques nervosos. Giba disse à mãe da criança que escreveria um Manifesto sobre o preconceito que cerca a doença e o espalharia pelos quatro cantos do país. Hoje posso dizer que "fui conversado", pois meu acompanhante estava uma metralhadora-giratória cheia de mágoas. Mas a causa é justíssima.
Atividade física concluída com sucesso! 6,4 km na orla de Boa Viagem, dos quais caminhei sozinho apenas 1 km enquanto o amigo tomava seu breakfast no Ponto do Açaí. Nem o próprio Giba imaginou que andaria tanto. Valeu, Brother!!!




COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Não há lugar melhor do que nosso lar, sobretudo quando estamos buscando nos distanciar das mega-refeições (leia-se "a mesa d'Os Insaciáveis"). De volta à rotina, acordei 5h50, comi minhas duas bananas pré-malhação e zarpei para Boa Viagem. Depois do exercício, iogurte diet-lax. Para o almoço, delicioso pescado com arroz à grega e salada com molho de gengibre. No lanchinho da tarde, o penúltimo sacolé de coco-com-adoçante. Isso é que é vida!



VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Toda dieta chega num ponto em que nos encontramos entre vestir uma roupa antiga ou arriscar outra de um número a menos. Nessa hora, convém escolher pagar king kong com a velha XXG já bem mais larga, ao estilo "engole ele, paletó" ou pagar outro tipo de mico com um modelito "justo demais", botando as gordurinhas para sobrar no alto-relevo. Estou com esse dilema em relação às minhas cinco bermudas da MegaMolde (três cinzas e duas beges), por isso ressuscitei essa jeans da foto (ligeiramente justa na cintura), para não parecer que tenho uma garrafa de coca-cola 2 litros no bolso - como suspeitou meu amigo jornalista "Faropha", cuja situação matrimonial de dominação extrema ainda o impede de ser voluntário nesta Dieta da Rede Social. Mas sou brasileiro e não desisto nunca: quando Faropha engordar, a patroa vai deixar. Enquanto isso, sigo em frente segurando a cueca folgada. Mhuahahahahaha!






2 comentários:

  1. Que companhia incrível!!!!
    Grande exemplo!
    Parabéns!

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  2. Realmente não consegui acompanhar o ritmo de Marcus Andrey, eu sou "quase magro", pois carrego os quilinhos a mais de um quarentão, mas me cansei e fui comer açaí numa barraca, enquanto ele me disse "pera que vou caminhar mais dois quilômetros para bater a minha meta e é o tempo de vc tomar o café, me espere, te pego aí de novo!" Daí foi e demorou mais meia hora. Confesso, não aguentaria caminhar o resto do que ele caminhou. Parabéns Mandra!

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