segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dia 63/365

A CAMINHADA


A voluntária que estava agendada me enviou um e-mail, ontem pela manhã, pedindo mil desculpas e informando que por motivos pessoais não poderia caminhar comigo hoje. O jeito foi arranjar uma substituta "bem pessoal" de última hora, para preencher minha agenda de caminhadas: Dra. Semíramis Ferreira Alves, advogada, batalhadora incansável e minha querida mãe, a dona da letra mais linda que já vi manuscrita, barrando inclusive os livros-modelos de caligrafia. É batalhadora não porque se formou somente aos 35 anos, estudando à noite. Antes disso, ela já tinha feito de tudo para garantir uma renda: costurou para fora, cortou cabelo, vendeu marmita, teve um fiteiro e até vendeu bebidas num isopor no Galo da Madrugada. Aos 40, imigrou para Brasília atrás de novas oportunidades, mas nunca ficou sem trabalhar. Porém, só colheu os bons frutos depois de se consolidar como advogada, sem sobrenome ou empurrãozinho político. Hoje tem casa de praia, carro bom e vez por outra quase sempre me ajuda financeiramente. kkkkkkk. Ah, ela foi a primeira vovó hi-tech que conheci: sabe formatar computador, instalar periféricos, baixar arquivos e pinta miséria (sabe muito, traduzido do cyber-pernambuquês).
Conversamos sobre família, ano-novo, projetos habitacionais, dieta, saúde, dores nos pés, causas advocatícias em andamento etc. Como ela estava sedentária há muito tempo, interrompi a caminhada aos 5,4 km, quando ela se queixou de dores nos pés.
Atividade física concluída com sucesso!!! Te amo, mãe!!!!



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Minha mãe acorda antes do galo, por isso eu tinha que chegar pontualmente às 6h porque pra ela isso já é perto da hora do almoço. Antes de sair de casa, comi às pressas um iogurte sabor ameixa-lax (preciso lembrar de comprar uma palma de bananas). Depois da caminhada, o carinho de mãe se fez presente: torradas light, ricota e suco de goiaba. 


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...


Parece mentira, mas na minha infância eu me recusava a comer algumas coisas. Como a lei da chibata (uma pisinha educativa) sempre imperou na casa da minha mãe, desperdício de comida era considerado um crime hediondo, justamente porque ela sempre foi uma mulher muito sacrificada. Porém, quando o cardápio era batata-doce com charque, eu catava a carne e literalmente rezava para não comer a batata (e vejam como é a vida, depois que engordei era ela que rezava para que eu não comesse demais, kkkkkk). Era preciso recorrer aos irmãos, para que comessem minha parte da batata-doce, senão eu apanhava. E nesse ponto, meu irmão mais velho (que em breve caminhará comigo, aguardem!), me ensinou uma "malícia": compactar a porção de comida do prato, para dar a impressão de que eu havia ingerido pelo menos dois terços. Às vezes funcionava, quando minha mãe não espalhava novamente a comida no meu prato. E assim, o trauma passa mas a risada fica. 

4 comentários:

  1. Puxa, adorei o perfil de sua voluntária da vez!! Que batalha! Agora entendo sua determinação!
    Bjs Silvana

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  2. Amanhã, somos nós, né???? Pensa que esqueci???? kkkkk Tomara que não chova! Podemos nos encontrar em frente ao Arcádia Pina??? O que acha??? Sabe onde é??? Aguardo seu contato! Vitoria Morais

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  3. Parabéns pela mãe que Deus lhe deu!!!!,
    Estou rindo com a história da batata doce...

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