quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Dia 115/365

A CAMINHADA


A voluntária da vez foi a jornalista Rita Vasconcelos, concursada da Fiocruz, mestra em sociologia Antropologia e grande amiga da minha mulher, ou seja, uma pessoa super respeitada por este blogueiro que vos escreve. Mhuahahahahaha. Recém-chegada de uma viagem sabática de cunho sociológico-socialista, dedicou grande parte do nosso tempo juntos para me contar sobre as maravilhas de Cuba, misteriosso país del amor indo bem além dos estereótipos. Viciou-se em mojito (rum, soda, limão e hortelã), compadeceu-se pelas pessoas que lhe pediram lápis (!) e surpreendeu-se com a vasta cultura geral da população (até o vendedor de pipoca sabia da Revolta Farroupilha no Rio Grande do Sul, que aqui mal-conhecemos como a Guerra dos Farrapos), visitou museus, prédios históricos, casas de família, pegou a estrada até Santiago, percebeu que o herói local José Martí está presente com um busto em cada esquina etc e tals. Foi inevitável para mim lembrar do saudoso El Bodegón, mas a colega jogou um balde de água fria na minha memória gastronômica, ao comentar que comeu mal em Cuba.
Mas aí, mudando radicalmente de assunto, ela me contou sobre um projeto de "ocupação sustentável de áreas ociosas" (uêpaaa!!!) que percebeu quando esteve em Salvador(BA). Lá, o povo da classe média cabeça (designers, jornalistas, sociólogos etc) inventou uma utilidade fantástica para os velhos terrenos baldios aparentemente abandonados que acabam virando "lixão" nas comunidades: Com ajuda dos moradores locais, os terrenos são limpos e recebem um tratamento paisagístico mínimo, com a plantação de mudas de fruteiras, flores etc. Enquanto o verdadeiro dono não vende ou constrói alguma coisa no local, a comunidade preserva o ambiente limpo e agradável, sem jogar lixo no local, e acaba ganhando uma pracinha provisória. Quando há o envolvimento da comunidade em iniciativas desse tipo, o espaço deixa de ser perigoso e atrativo para os ratos, bandidos etc. Fica a dica!
Atividade física concluída com sucesso!!! Foram 7,1 km em excelente companhia!!! Obrigado, Rita!

       

COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Hoje de manhã eu estava inspirado e comi duas bananas nanicas enquanto tomava um copo de café-com-leite. kkkkkkkkkkkkkk. Só na volta da caminhada encarei um potinho de iogurte de cenoura, mel e... esqueci. 


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

É incrível como a vida é um eco. Essa história da ocupação de terreno baldio eu tive há 10 anos, mas com outro formato. Na época, eu ainda era um feliz sonhador sem limites para brincar de inventar soluções de empreendedorismo, numa primeira tentativa de fuga do meio jornalístico. Por morar no distante bairro de Piedade - que Alceu Valença homenageou com sábias palavras em "Pelas Ruas Que Andei" - onde não existia opção de lazer para crianças (a não ser a praia e o shopping), pensei em empreender a "Praça Privada". O projeto era justamente comprar um terreno baldio e criar um ambiente de lazer que tivesse pistas de bicicross e skate, além de parquinho e um pipódromo (uns 40 m² para empinar pipa). Minha ideia era cobrar ingresso pelo uso do espaço, que teria um providencial quiosque de lanches para vender as guloseimas aos pais e filhos frequentadores. Mas, conversando com um colega jornalista econômico, ouvi dele que eu "não poderia criar uma praça e limitar o acesso das pessoas cobrando ingresso, pois eu estaria substituindo o papel do poder público e era possível que não aprovassem essa ideia, e certamente ia ter protesto, e blá,blá,blá...". Me frustrei fortemente, desistindo do empreendimento. E foi assim que eu engordei. Mhuahahahaha. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dia 114/365

A CAMINHADA

A minha saga para conseguir caminhar hoje às 5h40 em Boa Viagem começou ontem, por volta das 23h, quando meu sogro deu o alerta de inundação no apartamento. Não sei porque cargas d'água (uêpa, trocadalho do carilho detected!) a máquina de lavar roupas resolveu vazar num enxágue sem fim. Para encurtar a história, passei cerca de uma hora torcendo uma toalha até secar parcialmente o apartamento. E assim, dormi péssimo e às 4h45 da matina eu já estava deixando minha morada, ainda sob trevas, para começar minha jornada até a zona sul. Da Rua da Aurora até a Conde da Boa Vista, tudo tranqüilo. Esperei pouco mais de dez minutos até que passasse o ônibus "Piedade-Cde. da Boa Vista". Dali para o litoral, outros 15 minutinhos e... voilà! Cheguei adiantado cinco minutos(!!!!!) para encontrar a voluntária da vez: Cynara Vianna, ou simplesmente "NÁ", designer e blogueira, owner do "Cantinho de Ná", onde dá dicas de viagens, gastrô, compras etc, ou seja, o point da mulher moderna e antenada. Mhuahahahaha. 
E assim, conversamos sobre as mil possibilidades da internet, projetos de futuro e do presente, capacitação no Sebrae, público-alvo, linhas de ação, captação de anúncios e válvula de escape - não necessariamente nessa ordem. Depois, trocamos informações didáticas e paradidáticas sobre a criação de três filhos (ela também tem três!), melhores fases (tenra infância), piores fases (isso é segredo! kkkk), escolhas, aprendizado, resignação e fé num mundo melhor para nossas crianças. A partir desse ponto, chegamos às viagens, começando pelos portos seguros de Maragogi e Garanhuns, e indo além do horizonte para as internacionais pelos quatro cantos do mundo (pois é, minha nova amiga e seu marido já conheceram dezenas de países). Logo, estávamos falando também sobre os megashows, desde Elton John no Recife e em Brasília, a Ivete Sangalo em Nova Iorque. Ainda tivemos altos papos sobre diversos assuntos, pois Cynara é muito falante - e, por sinal, carrega nas expressões faciais para cada emoção, entonação, situação: arregala os olhos, franze a testa e não economiza na gargalhada, quando necessário. Isso prende muito a atenção do interlocutor. Adorei!
Atividade física concluída com sucesso!!!!! Foram 6,2 km malhando pernas e ouvidos. Fala que eu te escuto, Cynara!!! kkkkkkkkkkkkk.
Ah, na volta pra casa peguei um ônibus lotado (a mesma linha da ida) e viajei em pé. E foi assim que eu emagreci... ;)



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Acordei tão cedo que tive trabalho até para comer a banana. Nem bebi água. Na volta, caminhando pela Sete de Setembro, fui parar numa casa de sucos onde tomei "salada de frutas no canudo", ou seja, uma megavitamina com mamão, banana, manga, goiaba e laranja. Curti. 


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Definitivamente, "enchente" dentro de casa é uma realidade que me persegue desde o nascimento, em 1975. A famosa cheia do Recife naquele ano me desalojou do bercinho. Anos depois, já casado, uma chuva torrencial em 1999 botou dois palmos d'água lá em casa - acabando com os nossos móveis "de alto padrão" da marca Bontempo, feitos exclusivamente para o tempo bom. Naquele dia, enchi dois baldões de 100 litros cada, com água espremida do pano de chão. Mas não acabou por aí. Passados poucos meses desse temporal, mudamos para um apartamento. O edifício era chamado "A Prédia" porque parecia um casarão e tinha muitos gays (uêpaaaaa!!!!) - os melhores tipos de vizinho que há, pois são educados, discretos, solícitos, dão dicas de paisagismo, falam com nossas plantas, cozinham bem e ainda ajeitam o cabelo e as unhas da nossa mulher, de graça. Pois na prédia, antes da mudança, rolou outro hidro-acidente: a minha faxineira, que fora "dar um grau" no apê, na véspera da nossa chegada, esqueceu a torneira aberta (estava faltando água, no momento) e quando o precioso líquido voltou com tudo, saiu inundando os apartamentos abaixo do meu. Nosso primeiro contato com os vizinhos foi péssimo, pois estavam todos querendo a cabeça da empregada. E foi assim que ela voou, pelo bem da política da boa - pero, intolerante - vizinhança. Mhuahahahahaha. 


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dia 113/365

A CAMINHADA

Mantendo a tradição desta Dieta da Rede dOs Amaral Social, caminhei hoje com Bruno Amaral, o caçula de Dona Helena e Dr. Fernando. Formou-se em publicidade mas sua profissão bem que poderia ser "Desenrolado" com MBA em "Nomadismo". Vocacionado para a estrada, correu o mundo desde os 18 anos - e certamente nenhum filho de um espermatozóide barreirense foi tão longe quanto ele, com tão pouca idade. Bruno me contou como viajou da Inglaterra à Suíça, sozinho e sem conhecer ninguém, para conseguir assistir o show da banda Deep Purple numa estação de esqui nos alpes, debaixo de uma nevasca braba. Falou também das suas andanças no Canadá, onde morou um ano e meio enquanto fazia uma especialização na cidade de Québec, sob temperaturas que variavam entre os 40ºC no verão e -30ºC (menos trinta) no inverno. Escutando seus relatos, eu tive vergonha de mim mesmo - que me enrolei para pegar um ônibus Casa Amarela/Nova Torre outro dia e acabei embarcando no Casa Amarela/Padre Lemos, desci na feira e fiquei desesperado. kkkkkkkkkk.
Pois o rapaz falava das suas peripécias internacionais com a facilidade de quem é, literalmente, um cidadão do mundo. Sua narrativa passa a impressão que tudo é muito tranqüilo, que não existe dificuldade alguma, bem ao estilo "quem tem boca vai a Roma". Aliás, na Itália ele foi a Palermo e desbravou a Sicília. E me disse ter ido também à farras homéricas na Espanha e subido escadarias a 3 mil metros de altura no Peru. Navegou nos mares gelados do Alasca, além de ter cruzado o Canadá de carro. Enfim, ao término da caminhada eu quase perguntei o que ele veio fazer de volta ao Recife. Mhuahahahahah. 
Atividade física concluída com sucesso!!!! Foram 6,69 km nessa Gipsy Walk em excelente companhia! E eu pensava que quem andava era eu. Valeu demais, Bruno!!!!


COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

De volta ao lar do Tio Hipocondríaco, tomei um refrescante suco de graviola orgânica e comi inhame orgânico com queijo de coalho orgânico frito (uêpaaa!!!) com manteiga (uêpaaaa!!!) igualmente orgânica. Se engordei, o importante é que emoções eu vivi.

      
VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Nem de longe eu seria tão rodado (uêpaa!!) como o voluntário de hoje, mas confesso que já dei minhas viajadas (ôeee!!!) para alguns lugares exóticos deste imenso país continental chamado Brasil. E nunca mais esquecerei de Piranhas(AL), no Baixo São Francisco, que apelidei de "a ante-sala do inferno", por causa do calorzinho que fazia por lá. Era verão e eu tinha ido a trabalho para cobrir o Festival de Culturas Populares do Rio São Francisco. Por indicação de colegas, aluguei um quarto numa pousada aparentemente familiar de uma simpática senhora loira. O calor era tanto que eu terminava o banho, saía molhado do chuveiro, ligava o ar-condicionado e não tinha forças nem para segurar a garrafa d'água (e bebia num canudinho, prostrado em cima da cama). Na segunda noite, conheci um velho artesão chamado "Seu Fernando" (mais tarde descobri que tratava-se do mais antigo artesão da Ilha do Ferro), que comentou em voz alta para um amigo "hoje é meu aniversário", ao que prontamente me intrometi: "então meus parabéns!". E assim, Seu Fernando estava convidando o pessoal para uma farra na sua humilde casa, no povoado vizinho, com direito a capão guizado e cachaça da boa. Avisei à dona da pousada que dormiria na Ilha do Ferro e assim fui, numa saga de 3 horas numa Belina caindo aos pedaços por uma estrada de barro, com direito a parada no meio do caminho para matar uma cascavel (é o passatempo do sertanejo, matar cascavel. Quase todos do carro desceram para pegar a cobra, menos eu). E assim, conheci o ateliê do artista, comi o capão, bebi a cachaça e voltei no dia seguinte, de barco pelo Rio São Francisco. Para minha surpresa, quando cheguei na pousada notei que minha cama estava desarrumada, minha mala estava revirada e havia um fiapo de cabelinho crespo e preto no meu sabonete. Perguntei à dona da pousada se alguém tinha entrado no meu quarto e a velha deu a seguinte resposta: "Olhe, meu filho, eu só deixei um casal tomar banho lá. Eu jamais alugaria seu quarto para outras pessoas". E foi assim que eu dancei, e nunca mais quero voltar a Piranhas(AL).


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dia 112/365

A CAMINHADA

De volta ao aprazível Central Park (13 de Maio) do Recife na manhã de hoje, conheci uma nova amiga, a voluntária da vez: Gisele Silgom, educadora infantil, habilidosa nas artes do trapézio, escaladas, dança, teatro, ciclismo, yoga e... bambolê!!! Pois é, a moça desenvolve um projeto lúdico-recreativo de cunho aeróbico que consiste em botar o povo para rebolar visando a queima de calorias e o bem-estar pela "brincadeira que remete à infância". É claro que ela me convidou a participar, e disse que vai confeccionar um bambolê (certamente na bitola de pneu de trator) para que eu possa requebrar confortavelmente no próximo encontro quinzenal, no Parque Dona Lindu. A moça do bambolê é amiga da voluntária do Dia 106, e foi por isso que chegou a este projeto da Dieta da Rede Social. Conversamos sobre migração (ela é paulistana), pernambucanidade, efervescência da nossa cena cultural, dança, ritmos, falta de modéstia (dos outros, claro! kkkkk), vida saudável, hábitos herbívoros (sem carne), elogios ao parque, pai mulherengo, preconceito invertido etc e tals. Foi ótimo!!!! Tanto que a menina não acreditou que havíamos caminhado mais de 6 km. Só paramos por causa do adiantado da hora.
Atividade física concluída com sucesso!!! Foram 6,49 km em ótima companhia! valeu demais, Gisele Silgom!!! Vou botar a família inteira para bambolear depois, hein!!! Mhauhahahahhaa!

    
COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Como a caminhada de hoje começaria um pouco mais tarde (tentei antecipar para as 6h20, mas acabamos caminhando às 7h15 mesmo (por conveniência da voluntária, já que eu não pude obrigá-la. kkkkkk). Assim, participei ativamente do café-da-manhã das crianças, hoje cedo, fazendo-lhes sanduíches tostex - e aí aproveitei o embalo e fiz um pra mim também, sem manteiga e com pão multigrãos. Para desentalar, uma xicrinha de café-com-leite adoçado. A disposição foi tanta que caminhei praticamente bamboleando. ;)

VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

É claro que eu já brinquei de bambolê, mais ou menos na mesma época em que minha Tia Louca assistiu o desenho animado Bambi e passou a me chamar de "Flor", porque ela achava que eu era a cara do gambazinho (que, cá entre nós, era o verdadeiro viado do filme. kkkkkkkkkk). Pois é, amigos, na minha família bullying era bóia! Não é a toa esse nome Família Bullying Feliz. Aquela criatura me chamou tanto de "Flor" em lugares públicos (cinemas, restaurantes, parques) que me admiro de não tê-la matado sufocada pelo travesseiro em mil oportunidades que tive, na casa de Vovó Rosário. E assim, um belo dia alguém chegou com vários bambolês lá na casa da minha avó, para deleite da minha irmã caçula, que era capaz de usar dois de uma vez sem perder o rebolado. Eu, fazendo jus a meu "Apelido Disney", não posso negar que também dei minhas requebradas. Isso fortaleceu minha pélvis e, tal qual uma dança do ventre, estimulou meu sexy appeal. E foi assim que eu fiz três filhos. Mhuahahahahahahhahaa!!!!! 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Dia 111/365

A CAMINHADA

O agendamento de hoje era claro: 8h30 no Parque da Jaqueira. Mas ontem, sem motivo algum, eu e minha caríssima-metade começamos uma happy-hour caseira(uêpa!) e amadora (Uêpaaaa!), em horário pouco convencional, depois da meia-noite. Na TV, "Missão Impossível: Protocolo Fantasma". No copo, saquê geladinho. Ficamos ambos chineses. E assim, quando abri os olhos e fitei o relógio esta manhã, a dura realidade marcava 8h32. Do banho ao parque demorei ainda uns 25 minutos, sem conseguir contato com a pobrezinha da voluntária: Renata Sá Carneiro, jornalista, ex-colega minha dos bons tempos do Jornal do Commercio, mãe de gêmeos, a cara de Welma de Scooby-doo, mas com peitos ácidos (botou o celular no decote e ele morreu. Por isso eu não conseguia contato). Bem acompanhada pelo seu namorido, não esboçou um pingo de ódio pelo meu atraso (sem sangue nos olhos, ou rispidez no falar), uma prova de que está com um altíssimo astral, happy-hour em dia, a pele ótima etc. Sorrindo, limitou-se a dizer que pegou uma chuvinha linda enquanto me esperava por 25 minutos. O cara-metade dela nos deixou à vontade (uêpa!) e foi correr. Conversamos sobre porres de saquê, preço do saquê, refrescância do saquê e ressacas de saquê, sacaram? Trocamos figurinhas sobre assessoria de imprensa institucional pública, egos de jornal, egos acadêmicos, baba-eggs, a queimadinha básica... Kkkkkkkkkkkkkk!!!!
Depois enveredamos pelos papos sobre vida saudável, bons hábitos, caminhadas, atividades aeróbicas, essa febre que não passa, o que é que eu faço com essa macaxeira pra gente almoçar amanhã? etc. Foi ótimo e divertidíssimo!
Atividade física concluída com sucesso!!!!! 6,79 km em ótima companhia!!! Valeu demais, Renatinha e (?)Marcos(?)!!!!!



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Atrasadíssimo, comi duas bananas nanicas no carro, a caminho da Jaqueira. No almoço, fui de Ensopado de Aratu com arroz de brócolis e umas gotinhas de pimenta. De sobremesa, sorvete de iogurte zero açúcar com mamão, abacaxi e morango. Hummmmmm.



VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

"O que importa é a mágica e não o tamanho da varinha de condão" foi uma das frases que mais ouvi durante a minha adolescência de gordinho. Engraçado era que eu não me importava nem paranoiava com o tamanho do meu pintinho amarelinho, mas meus queridos tios do clã dOs Insaciáveis - para quem eu jamais expus minha intimidade e nudez (nem mesmo dos peitos, kkkkkkkkkk) - cismavam em adivinhar o tamanho do meu amiguinho. Aliás, chutar sempre para menos (na centimetragem). Numa carta que escrevi aos 13 anos para a querida Tia Louca, eu já externava uma briga recente com Tio Hipocondríaco: "Ele cuspiu pela janela (da casa), eu chamei ele de nojento e ele disse 'saia daqui, Pinta de cinco centímetros'. E eu disse 'saio se eu quiser, seu otário', e então ele me beliscou". Essa carta é lida de tempos em tempos para uma platéia cada vez maior, nos encontros familiares.
Essa e outras historias sobre o mesmo tema escutei no aniversário recente de Tia Louca, na brincadeira bullyingnosa "conte a maior vergonha que eu te fiz" - um clássico jogo de salão dOs Insaciáveis. Aos 16 anos, tive uma cistite e me submeti a um exame que scanneava o amigo. Quando "ele" apareceu na tela, minha Tia Marta (enfermeira, acompanhando o procedimento) gritou lá da outra sala lotada de enfermeirAs e auxiliares: "TÁ VENDO, GORDINHO, QUE ELE É ATÉ GRANDINHO, MEU FILHO?". Daí pra frente minha mente bloqueou os demais acontecimentos. E foi assim que eu engordei, minha barriga cresceu e nunca mais vi meu amiguinho (mas isso é questão de tempo! Aguardem e confiem). Mhuahahahahahaha!!!





sábado, 23 de fevereiro de 2013

Dia 110/365

A CAMINHADA

Por um remanejamento no horário da caminhada para o final da tarde, seguido por uma série de atividades familiares posteriores, a atualização deste blog sofreu um ligeiro atraso de 14 horinhas hoje. Antes tarde do que nunca. E assim, o Parque da Jaqueira tremeu com as passadas paquidérmicas de três atletas de peso - eu e os dois voluntários-siameses da vez: Rivaldo Neto e Ivo Dantas: jornalistas, gourmets e ex-colegas de trabalho. Lado a lado, formamos o maior paredão humano que aquela pista de cooper já viu, forçando os demais "atletas" a entrar no acostamento para conseguir nos ultrapassar. Falamos sobre jornalismo e mercado de trabalho, a soltura da cabra nas redações, como será o amanhã, vida saudável, hábitos anti-tabagismo, contra-fluxo no parque, charge (desenho), boliche, uísques, viagens internacionais, metrô de Londres etc.
Estar ao lado de dois pesos-pesados dessa natureza me deixou muitíssimo à vontade, pois me senti ainda mais magro, apesar de na prática estar pesando mais do que eles (individualmente, claro). Foram tantas as conversas profanas e impublicáveis que terminamos a caminhada já marcando uma farra etílica para derrubar uma garrafa de Green Label.
Atividade física concluída com sucesso!!! Foram 7,15 km com uma galera da pesada!!! Kkkkkkkkkkkkk. Valeu demais, Neto e Ivo!!!





Foram três tentativas e dois fotógrafos, para a foto sair com foco. 


COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Acreditem se quiser: hoje almocei vatapá com arroz de brócolis. A leveza do cereal com o legume, combinada com a singela alquimia marinha do crustáceo. Delícia, mas deu um sono que só passou depois que comecei a caminhar. Kkkkkkkkkk.

VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Já estou muito acostumado a sofrer o Bullying nosso de cada dia. Como sou gordo praticamente de nascença, sempre foi "normal" escutar piadinhas, xingamentos, comparações. Faz parte do fardo pesadíssimo (uêpa, trocadalho do Carrilho detected!!!) de qualquer gordinho(a) ter que lidar com essas situações desagradáveis. Desde o bullying feliz, aos moldes dOs Insaciáveis, ao bullying perverso, praticado nas sombras, sob uma ótica distorcida da frustração com a felicidade alheia (nesse caso, a minha). Desde que comecei este projeto, tenho recebido um(a) visitante persona non grata que se identifica por "Mazello"(SIC) e só aparece para me detonar. Devo despertar alguma inveja no mundo real a essa pessoa, para merecer esse Bullying. Em três visitas nos últimos 110 dias, Mazello passou suas mensagens nada construtivas sonhando talvez que eu me traumatize e abandone este projeto (vide o ultimo comentário, postado no texto da caminhada de ontem).
Sinto informar, mas para derrubar minha auto-estima você vai ter que se esforçar mais, Mazello. Mhuahahahahahahahahahahaha!!!!!!



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dia 109/365

A CAMINHADA

Hoje o voluntário da vez foi o Dr. Fernando Amaral, médico, natural de Barreiros (PE), casado com a fã número 1 deste projeto, Dona Helena Amaral. Já nos primeiros passos, perguntei qual era a especialidade médica dele (ultrassonografia) e aproveitei a oportunidade, como bom hipocondríaco que sou, para me consultar gratuitamente sobre um pequeno cisto que apareceu no maxilar direito, pertinho da orelha. kkkkkkkkk. Felizmente o meu novo amigo dá mais boas do que más notícias em seu dia-a-dia profissional. Magro e falante, Dr. Fernando impôs um ótimo ritmo à nossa caminhada, enquanto me dava uma agradável pisa de conversa com aquele sabor de vida no campo, resumindo praticamente um século de sua história familiar: pai, usina, clarineta, baile de carnaval, lança-perfume, mãe, cinco irmãos, migração para a capital, Colégio Salesiano, trouxa de roupa na cabeça até a rodoviária, bairro do Cordeiro, cheia de 1975, tempestade (a música instrumental, tocada pelo pai dele na clarineta), formação em medicina, casamento, filhos, doença do patriarca, homenagem póstuma ao pai - com tocador de clarineta no velório, a vida que segue, os bons hábitos do interior, visitas esporádicas às origens etc. Depois desse breve resumo, foi minha vez de tagarelar sobre os planos saudáveis para o futuro desta Dieta da Rede Social, dar uma valiosa dica de aplicativo para mensurar caminhadas (prontamente baixado pelo Dr. Fernando durante a nossa andança), tecer elogios ao Central Park do Recife etc. Foi realmente muito massa começar o dia malhando com o Dr. Fernando.
Atividade física concluída com sucesso!!!! Foram 6,76 km em excelente companhia!!! Valeu demais, Dr. Fernando!!!! qualquer hora eu passo lá pra gente fazer uma ultrassom na minha cara. kkkkkkkkkkkkkkk!!!!!



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Vitamina de banana com leite de soja, já experimentaram? Pois eu inventei de provar isso hoje, vencendo meu preconceito com o produto Ades (que, segundo um popular ignorante amigo meu, quem bebe Ades pega Aids). Ao primeiro gole, me pareceu muitíssimo com uma iguaria da qual fui adepto na infância, chamada NovoMilk. Aí me lembrei que não era apenas adepto, e sim viciadíssimo naquele pozinho (uêpaaaaa!!!!) extraído da soja. Eu enchia um copázio de leite (de vaca) com três colheres de sopa de NovoMilk para ter uma bebida de consistência encorpada (nos anos 1990, o produto mudou de nome para NewMilk, certamente influenciado pela globalization). E foi assim que eu engordei (no passado, espero que não hoje). 

Atualizado às 14h25 só para mostrar meu almocinho light:



VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Embora na caminhada de hoje eu tenha notado grande influência paterna na vida do meu prezadíssimo novo médico particular de ultrassom, quero discorrer agora sobre a força matriarcal que nos impele a mover montanhas em nome das mammas (uêpaaa!!!). E, nesse caso, o poder "matriarcal" aplica-se não às nossas mães, mas às mães dos nossos filhos - que, tais quais galinhas metafóricas (kkk), abarcam-nos também com suas asas quentinhas e protetoras, e no final das contas são as chefas do lar e às vezes até presidentas da nação. Capazes de fazer desmoronar toda a macheza masculina com seus poderes de sedução e tato, as esposas forçam-nos a fazer o que elas querem. Isso explica o sacrifício do Dr. Fernando para estar lá nos cafundós do Parque 13 de Maio às 6h da madrugada: foi a mulher que mandou, claro. E já dizia o poeta: "Virgulino Ferreira, o Lampião, bandoleiro das terras nordestinas, sem temer a perigos nem ruínas, foi o rei do cangaço no sertão. Mas um dia, sentiu no coração o feitiço atrativo do amor: a mulata da terra do condor, dominava uma fera perigosa...". E assim, já sei que em breve terei como companhia os três filhos e a sobrinha do Dr. Fernando, mas não por causa da influência e poder masculino dele dentro de casa.  Mhuahahahahahahah!!!!!


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Dia 108/365

A CAMINHADA

Macaco velho que sou, deixei lindas mensagens de incentivo para que a voluntária da vez simplesmente não farrapasse novamente tivesse ânimo e disposição para me acompanhar em sua segunda e última chance, nesta ensolarada e linda manhã de quinta-feira. Mas, às 5h40, já no ônibus a caminho do Parque da Jaqueira, percebi que não havia tido nenhum feedback dela. As mensagens que passei sequer receberam aquele aviso de confirmação de leitura (mensagem "visualizada V"). Apelei para o golpe baixo e recorri a uma amiga comum (cuja identidade preservarei, para que ela continue a ser amiga) para conseguir não somente o telefone celular secreto da voluntária, mas também o endereço e roteiro exato para chegar em sua morada - pois eu estava disposto a não perder nem meu tempo nem o crédito do VEM TRABALHADOR que eu havia queimado minutos antes. E assim, seguindo as coordenadas da amiga da onça gata, cheguei na portaria e mandei o porteiro chamá-la. Dez minutos depois, começávamos a nossa caminhada, que teve uma participação-relâmpago especial da sua mãe (uma senhorinha super simpática que nos acompanhou apenas na ida e na volta, e ficou conversando sentadinha com amigas da Confraria da Melhor Idade, enquanto dávamos as nossas voltinhas na pista de cooper). Eis a voluntária: Fabíola Blah, jornalista e editora do PE360º G1, que vem a ser o portal de internet da poderosa vênus platinada (isso mesmo, leitores, a Rede Globo Nordeste). E assim, conversamos sobre a globalização, aquecimento global, globos oculares, glóbulos vermelhos, globo da morte, Globetrotters etc e tals. E quando percebemos, plin-plin! acabou o exercício!
Atividade física concluída com sucesso!!!! Foram 6,9 km em ótima companhia, mais 250 metros sozinho, totalizando 7,15 km. Massa demais. Valeu, querida Blah!!!!!!



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Há tempos que eu não fazia o pit-stop na casa do Tio Hipocondríaco, mas hoje retomei a  cômoda visita  explorádica esporádica, com direito a melão japonês orgânico, laranja mimo-do-céu igualmente orgânica e pão de centeio multigrãos orgânicos com manteiga orgânica e café-com-leite orgânico. Meu organismo agradece!


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Andar de ônibus vazio é bom demais. Nas linhas dos subúrbios mais distantes, como "Dois Irmãos - Rui Barbosa" por exemplo, a viagem compara-se a um passeio de montanha-russa, dada à adrenalina com que nos agarramos aos ferros das cadeiras e janelas para que a inércia não nos derrube. São tantas emoções que vale a pena listar algumas: o som intermitente do tacógrafo na alta velocidade, a imprudência nas curvas velozes e furiosas, os freios de arrumação para dar um "se ligue" nos demais motoristas, motoqueiros, pedestres e até nos passageiros do ônibus, os três segundos que temos para descer a escada na parada antes do veículo retomar a viagem bruscamente etc. Incrível é que agora os obesos também têm prioridade de assentos, embora a cadeira reservada fique depois da borboleta (catraca/roleta, em pernambuquês), ou seja, uma incongruência. Assim, a única dificuldade é conseguir passar do cobrador. Felizmente já superei essa fase do "entalo", embora ainda gire o corpo junto com a borboleta (pois é, eu passo girando). E assim, a gente também se diverte, levando a vida na valsa cada vez que precisa pegar um ônibus.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Dia 107/365

A CAMINHADA


A voluntária de hoje sacrificou-se tanto quanto este blogueiro que vos escreve para estar pontualmente às 5h40 em frente à Padaria Boa Viagem, pois enquanto eu saí da Rua da Aurora ela deixou o distante bairro de Candeias para conseguir cumprir o agendamento. Ressalto que ambos não teríamos conseguido sem a colaboração valorosa de nossas caras-metade (minha mulher e o maridão da voluntária), por cobrirem nossa retaguarda (uêpa!) nessa operação de guerra que é tentar sair de casa às 5h10 (ainda me atrasei 10 minutos para deixar o lar). 
E assim, eis a voluntária da vez: Ana Paula Dhalia, formada em Relações Públicas, ex-jogadora profissional de vôlei e empresária em stand by desfrutando atualmente de um período sabático para cuidar mais de si e da família (é isso aí, força!!!).
Amiga de outra voluntária (do Dia 64) desta Dieta da Rede Social, Ana Paula chegou ao projeto incentivada por ela. Falamos sobre vida saudável, prática de esportes (vôlei!), filhos, trabalho, coluna cervical, mercado imobiliário, capitalismo selvagem, compras, gastos e despesas básicas que parecem supérfluas. Foi um papo quase filosofal sobre a ausência do Poder Público que nos obriga a custear a Educação e Saúde, mas também aproveitamos para meter o pau na cultura do desperdício (inclusive calórico, claro!) amplamente difundida no mundo ocidental - e aqui abro um adendo para comentar uma frase que vi ontem numa loja de galeria, no Espinheiro: "O que é demais nunca é o bastante. Renato Russo". Sinceramente, isso é o que eu chamo de anti-marketing. Tantas frases boas do poeta da Legião Urbana, como "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" ou ainda "Nos deram espelhos e vimos um mundo doente". Mhuahahhahahahaa.
Ah, minha nova amiga também é adepta da Dieta da Proteína, embora já tenha enjoado de comer ovo no café-da-manhã. Particularmente eu jamais seguiria um cardápio riquíssimo em proteína, com medo da pressão alta e do ácido úrico, mas apoio e respeito as mudanças de hábito, afinal, todos os caminhos levam a Roma - embora eu prefira fazer o meu a pé. 
Atividade física concluída com sucesso!!! Foram 6,39 km sem sentir cansaço. Valeu demais, Ana Paula Dhalia!!!!



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?


Antes das 5h, não tem cristão que sinta fome ou vontade de ir ao banheiro. Todos dormem: o estômago, o cérebro, o amigo cool... Por isso, forcei a barra  e comi uma banana nanica para ter forças para tomar banho, frevar Vassourinhas debaixo da cachoeira gelada (depois que levei um choque, aboli o luxo do chuveiro elétrico) e sair apressado às 5h20. E foi assim que eu queimei bastante calorias para "pegar no tranco". 


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Existe um mundo novo debaixo dos nossos narizes, todo santo dia - ou melhor, na santa madrugada, sob os primeiros raios da manhã (ou mesmo antes deles). Refiro-me aos trabalhadores e esportistas bacurais, que antes das 5h30 já têm feito um milhão de coisas como pedalar (até o trabalho ou por esporte), pegar ônibus, fazer marmita, empurrar carroça, construir uma parede ou fazer jardinagem, explodir caixa eletrônico, comprar pão quentinho na padaria, filar o jornal do vizinho junto com o porteiro, bater papo com as empregadas etc e tals. Admiro bastante essas pessoas que produzem cedíssimo (exceto o ladrão de banco, claro) porque são homens e mulheres de fibra, que Deus ajuda - do contrário precisamos mudar o dito popular. A aurora (uêpa!) transforma até a megalópole mais populosa em cidadezinha de interior, com pessoas se cumprimentando e praticando gestos de cidadania. "Bom dia!" hoje em dia, só se escuta antes das 6h. Mas como nem tudo são flores, afinal, humanidade é humanidade, eu só queria pegar no flagra os miseráveis donos de cachorro que deixam seus animais emporcalharem nossas calçadas! E foi assim que eu me revoltei agora. kkkkkkkkkkkkk


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Dia 106/365

A CAMINHADA

Hoje eu ganhei uma nova amiga e, de quebra, fiquei bem zen, hein! A voluntária da vez foi a professora de Yoga (uêpa!) Daniela Lapa (uêpaa!!), que veio com uma lapa de disposição que não estava no gibi. Na minha cabeça esse povo da Yoga se movia em câmera lenta, mas, para variar, eu estava "redondamente" (por enquanto) enganado. Aproveitei para fazer uma rápida entrevista ping-pong para tirar todas as minhas dúvidas de leigo: A diferença de Yoga para Tai Chi Chuan, qual a música ideal para a prática da atividade (o gemido de Enya ou o instrumental de Naná Vasconcelos?), que semelhanças existem entre a Yoga e o Pilates, se o Yogoberry é um iogurte baseado nessa filosofia (brincadeirinha!), respiração, movimentos, destreza, magreza etc. E assim, dando dezenas de voltas na Praça de Casa Forte, tive o meu momento mais zen desta Dieta da Rede Social. Foi ótimo.
Atividade física concluída com sucesso!!!! Foram 7,1 km no passo da garça! Valeu demais, Dani!!! 



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Ontem eu comi o pão que o diabo amassou a moqueca de camarão que meu sogro preparou. Apesar de ser italiano, o benedetto adora uma comidinha regional nordestina (brasileira, claro) e ontem estava inspirado para comer moqueca. Cheguei exausto em casa mas esperei pacientemente pela iguaria, sabendo que uma garrafinha de azeite de dendê era o laxante baiano ideal para me deixar leve como uma pluma, no day after. E assim, quando o prato foi à mesa, três litros de água gelada não nos bastaram para aplacar a labareda do saco de pimentas que o Nonno das minhas crianças jogou dentro da panela. Pensem que ardeu tanto na entrada quanto na saída. E foi assim que eu me queimei de dentro pra fora, como um lindo balão junino (coincidentemente nasci em junho). Nota mental: moqueca do sogro never more (por enquanto). Apesar de tudo, estava uma delícia!


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Eu admiro os italianos porque eles cozinham com a alma, o instinto e higiene zero. Não usam medidas ou  dosadores, não leem receitas, não aceitam dicas de pessoas experientes e gordas. Toda alquimia culinária acontece como mágica: Salabadu, lamexicabu, labipitt, bopitt, bu, junte isso tudo e teremos então, zippit, zoppitt, zu. Não é a toa que Cinderella é um clássico italiano. Porém, na medida em que os anos vão passando, as dosagens instintivas vão perdendo em magia e ganhando em exagero. Errar a mão com pimenta é o pecado mais recorrente. Que o diga o "spaghetti aglio e olio" do sogrão, que recebe uma dúzia de pimenta dedo-de-moça. E foi assim que eu já me queimei uma centena de vezes. 


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dia 105/365

A CAMINHADA

Mais uma vez fui vítima da farrapada do cansaço alheio causado por um exaustivo dia de labuta, típico dessa profissão desgraçada que é o jornalismo, sobretudo na Aldeia Global. Como a criatura pelo menos teve a decência e o carinho de me avisar, às 22h, que não compareceria hoje no bat-horário e bat-local pré-estabelecidos, pude "tentar" programar a minha própria e quase solitária caminhada com melhor flexibilidade. Andaria novamente com o Menino Jesus, só que dessa vez no Parque 13 de maio, a um quarteirão da minha casa. Eu só não contava com a mega-tempestade que caiu na madrugada e início da manhã de hoje, deixando-nos às escuras. Com uma intempérie dessa natureza (uêpa, trocadalho do carilho detected!), adaptei meus planos à realidade gritante, retomando a minha antiga rotina de levar a criançada no colégio - a primeira vez este ano, também sob novo horário, o matinal. E assim, comecei minha caminhada descendo 17 andares de escada com um bujãozinho de 17 kg no braço direito (sim, era minha filhota de 4 anos e compleição de 6) e um transformer escolar (mochila+lancheira) no esquerdo. Em 105 dias de caminhada não senti o joelho doer como hoje, na escada. E assim, já na escola, demorei para acalmar o chororô da pequena (em fase de adaptação no novo colégio) e perdi a hora da caminhada. Rumei para o trabalho e percebi que o blecaute havia sido geral. Tentei trabalhar até às 11h, mas sem luz, internet, telefone e ar-condicionado a pessoa assessora o quê, pelamordeDeus? Então, "deu a doida" em mim e resolvi unir o útil ao agradável e agilizar uma pendência que ficou da matrícula dos meninos: as fotos 3 x 4. Munido dos arquivos digitais, dei uma andadinha básica de 4,36 km para ir e voltar do Plaza Shopping. Quando retornei ao trabalho, ainda sem energia elétrica, peguei meu carro e fui buscar os meninos no colégio. A pequenina estendeu a jornada para uma aula de balé (a mãe nem me avisou), atividade que demandaria pelo menos mais meia hora (mas como atrasei uns 15 minutos, eu tinha apenas 1/6 de hora para aproveitar). Não pensei duas vezes: obriguei requisitei meu filho mais velho para o posto de voluntário da vez: Bernardo Leandro Barbarini, 12 anos, aluno do Sagrada Família. Caminhamos 920 metros na Praça de Casa Forte. 
Atividade física concluída com sucesso!!!! 4,36 + 0,92 = 5,28 km (sem contar a descida da escadaria do Tibete). Se engordei ou emagreci, o importante é que eu caminhei, mon ami


COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

O tal balé atrasou também nosso almoço caseiro. Às 13h encaramos, com a fome de anteontem, bifinho grelhado, arroz branco e verdurinha exótica. Em tempo: esse exotismo era o toque de vinagre balsâmico na cenoura e no brócolis. Posso garantir-lhes que, para o meu paladar, ficou "a treva" (desagradável, em pernambuquês-suburbano)!!! Isso porque o bife já fora grelhado com alecrim, por isso a alquimia de sabores não harmonizou legal pra mim. E foi assim que certamente eu emagreci.


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

"Alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado... Foi meu amor que me disse assim que a flor do campo é o alecrim". Quem nunca ouviu "A Galinha Pintadinha" cantando isso não tem filho pequeno. Pois sabem há quanto tempo a gente come alecrim, manjericão e noz moscada TODA SEMANA lá em casa? exatos 10 anos! Deeeeeezzz aaaaaanooos. É o tempo que meu sogro italiano mora conosco. Sem mais. E foi assim que eu enjoei de alecrim. Mhuahahahahahaha!!!! 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Dia 104/365

A CAMINHADA

Nada como um apelo dramático para ter de volta a saudável rotina que impulsiona esta Dieta da Rede Social. Atendendo aos meus pedidos, duas simpáticas voluntárias se sensibilizaram imediatamente - uma pra hoje e outra para amanhã. E assim, neste domingo eu vi o domingo passar, mas à noitinha finalmente caminhei, na companhia da entusiasmada voluntária: Sra. Scheila Azevedo, casada, alourada, advogada, malhada, lipoaspirada e ligeiramente queimada (aqui em casa, Mhuahahahahaha!!!). É uma grande entusiasta deste projeto por se identificar com a mobilização através das redes sociais para uma boa ação colaborativa. Os leitores mais atentos podem ter tido um déjavù, pois Scheila realmente figurou por aqui em duas ocasiões, no comecinho do projeto, acompanhando dois voluntários da vez. Mas seu dia mesmo foi hoje - argumento aceito e previamente autorizado pela minha patroa. E assim, conversamos sobre jornalismo (ela também é coleguinha, mas essa profissão não rimava na sua breve biografia, ali em cima) e também Direito, carnaval, viagens, internet, frilas, filhos, Sul, Nordeste, vôos, nado e caminhada. 
Atividade física concluída com sucesso!!! Foram 7,24 km (6,2 km com Scheila e 1,04 km sozinho, na ida e volta até o carro duas vezes (esqueci a carteira). Valeu, Scheila!!! Me erra, visse?! Kkkkkkkkk.

Sem contato corporal, botei as mãos para trás. E meu sorriso é falso.

COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Hoje a minha querida cara-metade primeira e única que eu não trocaria jamais por nenhuma loira neste mundo resolveu me surpreender trazendo comida chinesa, na hora do almoço. Aliás, não me trouxe frango xadrez ou macarrão frito, e sim um quase light peixe chinês com risoto. Forçado pelas crianças, ainda comi meio biscoito da sorte, sabor hóstia (por isso fiz uma oração) e uma maçã empanada (uêpa, mas era fruta). À noite, no pós-malhação, fui de sanduba natural de atum com ricota e geléia de pimenta (uêpaaaa!). Pelo menos bebi muita água.

VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Há quem defenda que o ciúme é o tempero das relações, uma prova de amor incondicional, o gostar verdadeiro de quem ama e cuida. Eu, particularmente, acho até bonitinho aquele abraço apertado de terror, a ameaça de morte, o trincar de dentes, o fogo nos olhos e a praga recorrente de que meu pinto cairá caso tenha contato com alguma piriguete pelo mundo a fora. Afinal, se é um tempero, o ciúme está mais para a pimenta - fazendo com que nosso amor arda em chamas de prazer todo santo dia ou noite (às vezes ambos) desde que comecei a receber os primeiros elogios com os resultados desta dieta. E assim, eu caminho de dia e malho de noite. Ou seja, pra quê eu preciso procurar diversão fora de casa? Prefiro viver. Mhuahahahahaha!!!!!



sábado, 16 de fevereiro de 2013

Dia 103/365

A CAMINHADA

Neste pós-carnaval, como os leitores mais atenciosos podem perceber, os agendamentos minguaram. Claro que se eu apelar nas redes sociais não terei problemas para arranjar uns voluntários. Mas, especialmente hoje, optei por não mobilizar meus amigos, para curtir um dia inteiro sem a obrigação do compromisso. Acordei sem preocupação e enfrentei a primeira maratona do dia, para pesquisar preços e comprar o material escolar para a minha trupe - tarefa hercúlea e cara. À tarde, almocei sossegado e tirei uma siesta escutando a programação do Disney Channel. E, somente à noitinha, recorri mais uma vez à sagrada companhia do Menino Jesus, numa aprazível caminhada no Parque da Jaqueira. Até encontrei um amigo nos primeiros 50 metros, mas ele estava acabando o exercício. E assim, andei nada menos do que 7,42 km.
Atividade física concluída com sucesso!!!! Como dizia minha saudosa irmã, para explicar sua altíssima auto-estima que não se importava com a opinião dos outros: "nasci só".


COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Logo cedo, recebi um e-mail super carinhoso e intrometido da minha ex-coleguinha Renata Amaral, agora promovida a "filha da fã número 1 da Dieta da Rede Social" (Dona Helena Amaral). O e-mail me dava dicas valiosas sobre alimentação. Com a propriedade de quem cursou três semestres de Gastronomia na UFRPE, me orientou a não maldizer o inhame nosso de cada dia, pela importância do bom carboidrato para o sucesso de uma dieta. Surpreendentemente, ela também abençoou os laticínios, "proteínas necessárias blá, blá, blá...". E assim, almocei polvo salteado com couve e farofa d'água, e um pedacinho de Eisben(?), que vem a ser um joelho de porco (carne branca, claro!) defumado (uêpaaaaa!), com batatas rosti (uêpissimaaa!!!) e arroz com uns negócios saudáveis lá. Ou seja, nada a ver com as dicas da menina. Kkkkkkkkk

VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Enquanto nas minhas férias recentes não tive um "desprendimento" completo das minhas obrigações com esta Dieta da Rede Social, neste pós-carnaval tem sido difícil encarar uma agenda em branco. Apelo, pois, aos milhares de leitores deste blog para que mobilizem seus parentes, amigos e vizinhos para virem caminhar comigo. Aliás, tenho um outro enorme problema, que externarei agora mesmo: com a mudança de colégio dos meus três filhos, mudamos também o turno das aulas (para a manhã), e com isso perdi o carro -e consequentemente a disposição para percorrer longas distâncias da Rua da Aurora, onde moro. Assim, seria mais conveniente se os(as) voluntarios(as) pudessem vir à Maomé, ou na própria Rua da Aurora ou no Parque 13 de maio. Ora, se já é um sacrifício para os outros me acompanhar às 6h, por que não fazer um sacrifício completo e vir para perto deste pobre gordinho necessitado, né?! 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Dia 102/365

A CAMINHADA

A caminhada de hoje foi sensacional porque não é todo dia que a gente tem a oportunidade de andar lado a lado com um herói da vida real. Ex-professor de Direito (como o conheci, na condição de aluno medíocre mas atencioso) e atualmente Defensor Público na megalópole de São Paulo, João Chaves é o cara! Radicado há poucos anos em Sampa, adaptou-se tão bem por lá que só vem ao Recife de vez em quando - preferencialmente nos carnavais, como todo sulista, para explorar nossas belezas naturais (praias, mulheres etc). E foi assim que ele planejou esta última viagem e, por tabela, a nossa caminhada. Conversamos sobre seu trabalho como defensor dos pobres, oprimidos, analfabetos e em situação de rua. Em poucos minutos de bate-papo ele me contou como é difícil a vida dos "invisíveis", com histórias de sofrimento alheio para receber míseros 50 reais do Pis/Pasep, encomendas extraviadas pel'Os Correios e diversas outras situações em que o defensor público é a única salvação dos humildes.
Conversamos também sobre a vida em São Paulo, baladas, malhação, Lennon e Yoko, livro didático, Direito, Jornalismo, ex-alunas (uêpaaaa!) etc e tals.
Atividade física concluída com sucesso!!!!! Foram 8,47 km sem perceber! Massa demais!!! Valeu, meu mestre!!!!!!!



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO? 

Pela manhã, com a falta de banana, recorri a um substituto errado: café-com-leite! Mesmo assim, sem potássio, a caminhada foi tão prazerosa que não senti a menor diferença. À tarde, bifinho grelhado e batata de forno (uêpaaaa!). Hoje eu estou bastante fastioso, por isso não senti fome.

VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Quando encontro figuras do calibre de João Chaves, praticantes do bom combate e do bom direito, morro de saudade do curso que abandonei no "sétimo período e meio", por pura falta de grana para continuar. Ora, quando a gente tem uma família enorme, todo o dinheiro não é o bastante, por isso nunca sobra para pagar o curso. Desde o primeiro período, exauri todo o meu consignado na esperança de chegar ao décimo período, mas só consegui ir até o sétimo e meio. E foi assim que eu continuei liso, me frustrei e engordei mais ainda. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dia 101/365

A CAMINHADA

A gente não pode nem comemorar uma conquista, que no dia seguinte já acontece um revés para azedar o munguzá. Embora eu não tenha o costume de "lembrar" o compromisso assumido pelo(a) voluntário(a) de véspera, ontem à noite fiz questão de avisar, pois a caminhada de hoje havia sido agendada pela filha da vítima, a jornalista Débora Carvalho. Trocamos mensagens, confirmamos endereço e horário, depois fui dormir tranqüilo. Às 5h55 telefonei novamente, mas a ligação chamava três vezes e caía. Depois passou a cair direto na caixa postal. Passei uma mensagem-recibo com a frase "cadê Terezinha?", peguei um táxi na Aurora e desci na Beira-rio às 6h05. E nada. Caminhei 1,4 km e nada. Terezinha, a mãe; e Débora, a filha da mãe, agora figuram na minha lista negra. 
E assim, lá estávamos novamente eu e o Menino Jesus, numa caminhada reflexiva da Beira-Rio à Rua da Aurora (claro que voltei a pé, né!). Como já passava das 6h40 quando desisti de esperar, resovi fazer o caminho de volta pelo percurso da ida, na esperança de ver minha cara-metade levando os meninos para o colégio. Atravessei a ponte da Torre, virei à esquerda na Rui Barbosa, driblei alguns cocôs de cachorro e virei à direita, para sair na Conselheiro Portela. Lá no final da via, dobrei à direita e saí na João de Barros. Quando estava quase chegando embaixo do viaduto, finalmente vi minha família passando no carro. Dei tchauzinho com as duas mãos e continuei minha peregrinação pela Rua dos Palmares, pelo muro do cemitério, depois Avenida Mário Melo, Cruz Cabugá, Rua do Lima e, finalmente, Rua da Aurora.
Atividade física concluída com sucesso!!!! Foram 7,28 km de raiva, ódio e rancor! kkkkkkkkk, brincadeira, Bobó e Terezinha, afinal, "shits happens" !!!! Mhuahahahahahaha!!!!

Eu, indo de ônibus para o trabalho (ônibus vazio, felizmente); 
O relatório da caminhada de hoje, só por curiosidade; 
e meu sósia famoso (recebi de um amigo, no WhatsApp)

COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Hoje encarei três pedacinhos de doce caseiro de banana (UÊPAAAAAAA!!!!!), geladinho e refrescante, para me dar a sustança necessária para levar um bolo e voltar a pé lá da casa de Carvalho, um amigo meu que mora na Torre. Na volta, um singelo copázio de leite de soja light, e nada mais. 

VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

Ontem eu queimei minha língua, pra deixar de ser safado. Adepto da filosofia do não-desperdício - sobretudo de alimentos - inventei de fazer uma panela de doce de banana, aproveitando duas palmas de frutas já escurecidas pela ação implacável do tempo. A delícia rendeu uma panela enorme que deve durar pelo menos 24h lá em casa. Modéstia à parte, o doce ficou profissional, com direito a cravo-da-índia e sumo de limão. Quando a fervura atingiu o ponto de doce, desliguei o fogo e fiquei fazendo hora diante da TV, até que o negócio esfriasse para poder ir à geladeira. O que eu não sabia era que a consistência grossa do doce conserva o calor, e quando fui lamber a colher... shhhhhhhhh!!!! Fiquei tato na hora. E foi assim que eu não engordei. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dia 100/365

A CAMINHADA

É com imensa satisfação, disposição e sangue sendo bombeado fortemente (uêpa!) que chegamos ao centésimo dia deste projeto colaborativo de caminhadas ininterruptas. Como diria aquele kombeiro, "até aqui me ajudou o Senhor". E também a senhora, a moça e o moço (rá!), personagens indispensáveis da Dieta da Rede Social, sem os quais eu não passaria de um gordinho andarilho solitário, suscetível a falhar ante o primeiro contratempo. A cada dia tenho mais fé nessa ideia que parecia maluca mas tem se revelado a receita perfeita do emagrecimento saudável. Sou, com muito orgulho, uma cobaia feliz.
Com a ajuda do Face, recrutei a especialíssima voluntária número 100: Michele Souza, fotojornalista. Nos conhecemos há pelo menos 13 anos, desde que trabalhamos juntos na Folha de Pernambuco. Hoje, enquanto girávamos na pista de cooper do Parque 13 de Maio, Michele me deu uma verdadeira aula de montanhismo - começando pela diferença entre esse esporte e o rapel (que só desce, enquanto o montanhista sobe E desce). Claro que cometi a gafe de perguntar se ela fazia rapel, da mesma forma como já ofendi um motociclista chamando-o de motoqueiro. Michele descobriu seu dom de escaladora depois dos 35 anos, e tem sido muito feliz com sua escolha de pratica saudável, embora mantenha o hobbie há pouco tempo. Viajou para o Peru, Bolívia, Chapada Diamantina e uns interiores pernambucanos, para praticar sua paixão pelas alturas. Seu relato, riquíssimo, durante a nossa caminhada, me fez entrar de cabeça nas sensações e filosofia do negócio. Muito massa!!! 
Atividade física concluída com sucesso!!! Foram 6,21 km com os pés no chão e a cabeça nas nuvens! Valeu demais, Michele!! Você não é só 10, é 100!!!!!!



E assim, pela circunstância da data redonda de simbolismo importante, este centésimo dia merecia uma pesagem adicional. Lembramos que a sistemática habitual é a de me pesar apenas a cada 30 dias. Portanto, temos agora um novo diagnóstico com apenas 10 dias em relação à pesagem anterior. Ah, mais um detalhezinho escatológico: eu sabia que me pesaria no Dia 100, por isso fiquei tão ansioso e com medo de ter engordado no carnaval que acordei enfezado e não consegui fazer o Número Dois. Mesmo assim, o resultado surpreendeu: 

Para quem não lembra do peso inicial, no auge do sedentarismo supremo, vamos ao flashback: eram 139,8 kg. Aos 30 dias, emagreci 8,15 kg e cheguei aos 131,65 kg; no dia 60, pesei 127,35 kg, onde a redução foi de 4,3 kg no comparativo com o mês anterior, perfazendo um emagrecimento acumulado de 12,45 kg; já no dia 90, por um entupimento intestinal causado por uma viagem de três dias, a perda fora de apenas 1 mísero quilinho - totalizando 13,45 kg no acumulado (quando pesei 126,35 kg). Hoje, com 123 kg cravados na balança, já acumulo uma redução fantástica de 16,8 kg em 100 dias de caminhadas, com a proeza de ter deixado 3,35 kg para trás em apenas dez dias. De onde posso concluir que o Carnaval é a antítese do Natal, para as dietas.

COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Hoje eu experimentei uma novidade light, que descobri na padaria: o pão integral com chia. Não sei o que significa, mas gostei. Kkkkkkkkkkkk. No almoço, eu ia de peixe, por causa da Quaresma, mas a vida real me apresentou apenas uma opção de carne, na mesa de casa: frango a passarinha. Pois é, catei três e fiz um sanduba quase natural, com cream cheese light e pão de chia. À noite, uma bananinha frita numa ponta de faca de manteiga, claro. Como só me pesei agora à noite, eu estava crente que o emagrecimento seria pífio, pois continuo enfezado.


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...

O medo do futuro (nesse caso, da pesagem futura) não é lá um grande aliado da dieta - "muito antes pelo contrario", como dizia uma ex-empregada domestica lá de casa. Ansiedade e insegurança são o cadeado emocional da porta dos fundos, se é que vocês me entendem. E foi assim que eu me enfezei. Mhuahahahahaha!


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Dia 99/365

A CAMINHADA

O fator improviso imperou na caminhada de hoje, que começou no meio da matinê carnavalesca do clube que meu sogro freqüenta. Em meio a festa, convidei o marido da minha cunhada para um rolé básico de 7,5 km, e o atleta encarou o desafio sem pestanejar. Eis o voluntário: Thiago Duque Sampaio, engenheiro e construtor, além de atleta profissional de pólo aquático e natação. Esse cidadão consegue a façanha de nadar diariamente 6 km e diz, sem a menor cerimônia, que isso corresponde a cruzar a piscina olímpica umas 240 vezes.
Pois bem, saímos do Country Club pela Avenida Rosa e Silva até o Parque da Jaqueira, onde demos quatro voltas e depois prosseguimos pela Rui Barbosa até a Praça do Entroncamento. De lá, voltamos ao clube e voilà, terminamos o exercício. Conversamos muito sobre o setor da construção civil e sua franca expansão sobretudo na zona litorânea. O camarada ainda me ofereceu um bico de corretor, para um empreendimento localizado no paraíso de Porto de Galinhas. Um investimento fantástico para quem compra, tratar aqui. Mhuahahahahaha!
Atividade física concluída com sucesso!!! Valeu, Thiago!!!!!



COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Por incrível que pareça, manter a dieta durante o carnaval não tem sido um sacrifício. Minha solução caseira é justamente a comida caseira - fazer as refeições no lar adoçante lar e deixar para comer na rua somente e absolutamente nada.

VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...


Apesar de ter quinze anos de jornalismo profissional nas costas, penso que um comunicador encaixa-se perfeitamente em trabalhos na área de vendas, afinal, o que é a comunicação social senão uma eterna relação de compra e venda? Eu vendo a notícia da empresa que assessoro para o editor do veículo de comunicação (rádio, jornal, TV, portal). Vendo também no caminho inverso, a partir de uma demanda do jornal e encontro alguém da empresa que possa atender o repórter. Etc etc etc. Por isso que meu Nico no msn era Bancarrota Blues, uma música ótima de Chico Buarque. Confiram a letra no Google. Kkkkkk.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Dia 98/365

A CAMINHADA

Hoje dei uma trégua na Caminhada-Foliã para voltar ao esquema original de seguir andando intensamente por pelo menos 6 km ou até que o(a) voluntário(a) desista - o que ocorrer primeiro. Mhuahahahah. A caminhada tradicional desta segunda-feira momesca, que a princípio pareceu bem mais light do que a versão carnavalesca, promoveu uma queima intensa e uniforme das minhas calorias, sem os perigos que rondam os blocos carnavalescos ao ar livre - como bueiros (uêpaaa!), ladrões de iPhone, cachaças e fumaças alheias. E assim, pontualmente às 7h, lá estava eu reencontrando a voluntária da vez: Vitória Galvão, jornalista que reúne predicados maravilhosos - inteligente, simpática, sagaz, criativa, divertida e venenosa para o bem (ou seja, uma típica geminiana do dia 20 de junho, como eu. Mhuahahahahahhaa).
Conversamos sobre jornalismo, filhos, amigos, babados, educação, vida saudável, funcionalismo público, viagens, metrô de Londres, mercado imobiliário, carnaval, calor, comidas leves, bullying infantil etc e tals. Foi massa demais! Ao final, fui convidado para um café-da-manhã super saudável em sua maravilhosa morada, com direito a frutas e suco de caixinha sabor Laranja Caseira. 
Atividade física concluída com sucesso!!!!! Foram 7,45 km em ótima companhia!!! valeu, VIC!





COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Comecei o dia muitíssimo bem, com as bananas pré-malhação, depois o café-da-manhã na casa da voluntária. À tarde, fiz uma paella light (sem porco), mais para um risoto de sinfonia marítima.


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...


E por falar em Carnaval, vocês sabiam que em 2009 a Cidade do Recife perdeu a chance única de consagrar o rei momo mais fidalgo de todos os tempos? Um gordo lindo, loiro, de barba ruiva e sorriso cativante, sem sangue azul real mas com postura, elegância e ampla cultura geral que certamente fariam a diferença: Me, Myself and I. Ou seja, EUzinho da Silva. Pois é, tive essa brilhante ideia de participar do concurso para botar a mão no prêmio de 8 mil reais, à época. Venci algumas eliminatórias mas fui sumariamente eliminado da disputa na grande final, só porque eu não frevei bem, apelando para o passo gringo dos dois dedinhos indicadores levantados que é ideal para as marchinhas dos antigos carnavais saudosos. Ora, a gente cansa de ver o rei e a rainha somente acenando para o público, enquanto tentam se equilibrar em pé no MomoMóvel, segurando a barra de segurança com a outra mão. Portanto, eu estaria apto para o cargo, mas fui desclassificado e ainda dei lance de cueca com minha fantasia de Super Imperador Romano, quando tentei fazer uma "tesoura" bêbado (tomei cana, ou melhor, o gole da coragem) e quase não consegui levantar. Era impossível competir com os reis-momos profissionais, oriundos de escolas de dança e teatro, capazes de abrir escala no ar (somente nas eliminatórias, saliente-se). Tia Marta, que estava na platéia, riu tanto que quase urinou-se, com minha performance bailante. Até hoje ela fala disso, e logo logo deve vir comentar aqui ou no meu Face. O trauma foi tão grande que nunca mais quero ser rei. Agora eu prefiro a presidência da República.