segunda-feira, 18 de março de 2013

Dia 133/365

A CAMINHADA

A partir de hoje até sábado todas as minhas caminhadas serão realizadas no Cariri cearense (Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha), onde me encontro neste momento (a trabalho). Por causa desta viagem, todos os agendamentos da semana (no Recife) foram sumariamente cancelados (ou melhor, remanejados), mas a Dieta da Rede Social não para! De antemão, consegui convencer alguns colegas de trabalho a caminhar comigo, mas antes de recorrer à prata da casa, consegui arregimentar um valoroso voluntário "local" chamado Paulo Ernesto Arrais: ex-colega do curso de Jornalismo na Unicap, atualmente "o cara da TV Globo no Crato", apresentador e repórter do CE-TV (o telejornal do meio-dia). Somos amigos desde o início do nosso curso, em 1993 (20 anos!). Recém-casado, construiu uma bela casa no pé da Serra do Araripe, cercada de natureza. Ligadíssimo à vida saudável do interior, Paulo cultiva uma hortinha no quintal e está dando os primeiros passos como apicultor de abelhas-sem-ferrão. E foi nesse paraíso verde que começamos nossa caminhada pontualmente às 5h15 (ainda com céu escuro), enfrentando o vento frio enquanto descíamos a serra. Eu carregava somente meu iPhone com o GPS ligado, enquanto Paulo portava um chicote numa mão e uma faca peixeira na outra. O chicote, segundo meu amigo, "é porque de vez em quando aparecem uns cachorros por aqui". E a peixeira? "Para as onças". Kkkkkkkkkkkkkk. Nem preciso dizer que acelerei o passo, né?. No final, era só brincadeira do meu amigo, pois a peixeira era para cortar um galho de planta para fazer uma muda. A última onça que desceu da Serra do Araripe foi rapidamente capturada na vizinhança (aqui só tem cabra macho!). Mhuahahahahaha. E assim, conversamos sobre vida de interior, sítio, construção da casa, cavalos, hérnia de disco, casório, baião (a música), baião-de-dois (iguaria nada diet), mercado imobiliário, Direito, família etc. Caminhamos dois quilômetros descendo e nos arrastamos para conseguir subir a serra na volta (que dureza!).
Atividade física concluída com sucesso!!!!!  Foram 4,1 km em excelente companhia (o cara é tão "moral" (considerado) por aqui que todo mundo fala com ele pelas ruas. Valeu demais, Paulão!!




COMO ANDA A ALIMENTAÇÃO?

Em terras estrangeiras, é natural que o cardápio mude. Ontem, na saga de 12 horas de viagem, comi um milho cozido de café-da-manhã, um saquinho de castanha no lanchinho matinal, peixes (assado e cozido) com arroz e salada no almoço (em Arcoverde), salada de frutas de sobremesa, doce (uêêêpaaa!!!) caseiro de mamão e banana (no município de Bom Nome) no lanche da tarde e uma suculenta sopa de carne no jantar (sem pão).  Apesar do pequeno delito do doce, penso que ontem foi o dia mais saudável da minha dieta.


VOCÊ NÃO SABE OS PASSOS QUE DEI PRA CHEGAR ATÉ AQUI...


Paulo Ernesto sempre foi "o vaqueiro" da minha turma de Jornalismo. Vivia com chapéu de couro, gabava-se de saber amansar cavalo xucro (e foi por isso que sua hérnia de disco acentuou-se agora "na velhice" dos seus 38 anos), forrozeiro, valente e tomador de cachaça. Ao reencontrá-lo já sob o "padrão Globo de qualidade" foi uma surpresa pra mim. Mas, longe dos holofotes, na intimidade do lar, ainda consegue passar o tempo livre com seus velhos (e bons) hábitos de vaqueiro. Chupa cana, toca sanfona, triângulo e zabumba, declama cordel, escuta Luiz Gonzaga na vitrola de vinil e valoriza demais nossa cultura nordestina. Só faltava fazer mel de abelha, agora faz.



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